quinta-feira, 28 de maio de 2015

10 RAZÕES BÍBLICAS PORQUE NÃO POSSO SER MÓRMON
1. O Mormonismo não ensina que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus.
"Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus até onde for traduzida corretamente: cremos que o livro de Mórmon também é a palavra de Deus," (Declaração de fé, artigo n° 8).
Na qualidade de crentes que somos cremos que as Sagradas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos são a Palavra de Deus verbalmente inspirada, a autoridade final para nossa fé e vida, sem erros no original, infalível e inspirada por Deus. II Tim. 3:16-17; II Pedro. 1:20-21; Mat. 5:18.
2. O Mormonismo ensina que Deus é um homem glorificado e que tem um corpo físico.
"Deus mesmo já foi como nós somos agora e é um homem glorificado," (Doutrinas do Profeta Joseph Smith, página 345). "O Pai tem um corpo de carne e osso tão tangível quanto o dos homens…" (Dot. e Cov, Seç. 131:22).
A Bíblia diz: "Deus não é homem," Núm. 23:19. "Deus é Espírito; e importa que os que adoram o adorem em espírito e em verdade," João 4:24. "…um espírito não tem carne nem ossos…," Luc. 24:39.
3. O Mormonismo ensina que Cristo e o Diabo são irmãos.
"…que Lúcifer, o filho da alva, é nosso irmão mais velho e o irmão de Jesus Cristo," (Doutrina Mórmon por Bruce McConkie, páginas 163-164).
A Bíblia diz que o diabo é um ser criado por Deus. "Perfeito eras (o diabo) nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti," Ezequiel. 28:15. "Porque nele (Cristo) foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele," Col. 1:16.
4. O Mormonismo ensina que Jesus Cristo era casado e polígamo.
"Cremos que o casamento em Caná da Galiléia foi o de Jesus Cristo," (Jornal de Discurso, Vol. 2, página 80). O Mormonismo ensina que Jesus foi o filho natural de Adão e Maria. "Quando a Virgem Maria concebeu o Menino Jesus…Ela não foi gerado pelo Espírito Santo. E quem é o seu pai? Ele é o primeiro na família humana," (Brigham Young, Jornal de Discursos, páginas 50-51).
A Bíblia diz: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós…," João 1:1, 14. "E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondeu o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo…," Luc. 1:34-35.
5. O Mormonismo ensina que a verdadeira igreja deixou de existir até que foi restaurada por Joseph Smith.
A igreja (SUD) foi restaurada em 6 de abril de 1830 por Joseph Smith, (Dot. e Cov. 20:1).
Jesus Cristo disse: "…sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela," Mat. 16:18. "Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que está posto, o qual é Jesus Cristo," I Cor. 3:11. "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina." Efés. 2:20.
6. O Mormonismo ensina outro evangelho (pervertido) e não aquele da Bíblia.
O evangelho do Mormonismo é: "A fé, o arrependimento, o batismo, o recebimento do Espírito Santo pela imposição das mãos, a moralidade, a lealdade, o dízimo, a palavra da sabedoria, o dever, o casamento celestial (por toda a eternidade)," (Tratado dos SUD sobre o LIVRE ARBÍTRIO e DECLARAO de FÉ, artigo n° 4).
A Bíblia diz: "Também vos notifico, irmãos, o evangelho que vos tenho anunciado…que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras," I Cor. 15:1-4. "Assim, como já vo-lo dissemos, e agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema," Gál. 1:9.
7. O Mormonismo ensina a salvação dos mortos através do batismo por procuração.
Esta doutrina se baseia numa só passagem das Escrituras mal-interpretada: "Doutra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos?" I Cor. 15:29.
Paulo não praticava o batismo pelos mortos. Ele se excluiu usando o pronome "eles" e não "nós" ou "vós". Ele está fazendo uma pergunta e não uma declaração. "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo…," Heb. 9:27.
8. O Mormonismo ensina a investigação genealógica dos mortos.
"Vamos, portanto, na qualidade de igreja e povo, como Santos dos Últimos Dias, fazer ao Senhor uma oferta de justiça; vamos apresentar no Seu santo templo, quando terminado, um livro contendo o registro de nossos mortos, que será digno de toda aceitação," (Dot. e Cov, Seç. 128:24).
A Bíblia diz: "Nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis," I Tim. 1:4. "Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas," Tito 3:9.
9. O Mormonismo ensina que existem profetas modernos e revelações divinas atualizadas.
O mormonismo reivindica que Joseph Smith recebeu o Sacerdócio Araônico de João Batista. O Sacerdócio de Melquisedeque e o Apostolado foram restaurados por Pedro, Tiago e João logo após em 1829, (Dot. e Cov, Seç. 13).
A Bíblia diz: "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes…nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo," Heb. 1:1-2. Encontramos em Deut. 18:20 e 22 o método bíblico para testar um profeta.
10. O Mormonismo ensina que a salvação depende de boas obras e da aceitação de Joseph Smith.
"Nenhum homem que rejeita o testemunho de Joseph Smith pode entrar no reino de Deus," (Doutrinas da Salvação, vol. I, página 190). "Os homens tem uma obra a realizar para obter a salvação," (Doutrinas da Salvação, vol. III, página 91).

A Bíblia ensina que a salvação é somente através de Jesus Cristo. "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos," Atos 4:12. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie," Efés. 2:8-9.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS NO REINADO DE DOMICIANO

PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS NO REINADO DE DOMICIANO


TITO FLÁVIO DOMICIANO


No ano 81 Domiciano (51-96d.C.)  sucede o Imperador Tito, no início do seu reinado foi benigno para com os cristãos, mas o final do seu reinado é marcado por uma intensa perseguição sendo chamado por Tertuliano[1] de a outra metade de Nero.[2]

Domiciano era um amante das tradições romanas e passou a ver no Cristianismo, que em algumas regiões do Império havia ganho muitos seguidores, uma ameaça para estas tradições. Nesta época o Templo de Jerusalém não existia mais então Domiciano decidiu que todos os judeus deviam enviar às arcas imperiais a oferta anual que antes mandavam a Jerusalém. Quando alguns judeus negaram a fazê-lo ou mandavam o dinheiro ao mesmo tempo que deixavam bem claro que Roma não havia ocupado o lugar de Jerusalém, Domiciano começou a persegui-los e a exigir o pagamento da oferta. Já que ainda não estava totalmente delimitada a relação do judaísmo com o cristianismo, os funcionários imperiais começam a pressionar todos os que praticavam "costumes judaicos". Assim se destacou uma nova perseguição que parece haver sido dirigida, não somente contra os cristãos, mas também contra os judeus.[3]

A perseguição infligida por Domiciano não atingiu todo o Império, somente a cidade de Roma e a Ásia Menor. Em Roma mandou executar seu parente Flávio Clemente e sua esposa Flávia Domicilia, os acusando de ateísmo e de costumes judaicos. Por adorarem um Deus invisível geralmente os cristãos eram acusados de serem ateus. Provavelmente, Flávio Clemente e sua esposa tenham sido mortos por serem cristãos. Estes são os únicos dois mártires romanos no tempo de Domiciano que conhecemos pelo nome. mas vários escritores antigos afirmam que foram muitos, e uma carta escrita pela igreja de Roma à de Corinto pouco depois da perseguição se refere a "os males e provas inesperadas e seguidas que sobrevieram a nós" (I Clemente 1).[4]



A ÁSIA MENOR ATUALMENTE CORRESPONDE A ATUAL TURQUIA


A pena capital não era a única punição imposta, pois puniu sem motivo vastos números de homens honrados com exílio e confisco de suas propriedades.[5]

Na ocasião desta perseguição, João era o último dos apóstolos ainda vivo, segundo a tradição o Imperador deu ordem para que João fosse trazido à sua presença, este fato aconteceu no ano 92, após ter sido interrogado pelo Imperador e não negar a Cristo, o apóstolo João foi condenado a ser mergulhado em uma caldeira fervendo. Esse gênero de suplício não era desconhecido, e a história dos mártires nos mostra vários cristãos mergulhados em caldeiras. No centro de todas as termas, mesmo nos grandes banheiros particulares, havia uma grande bacia de formato circular chamada Caldarium, rodeada de grades, dentro da qual estava colocado um reservatório de água incessantemente aquecida por chamas subterrâneas que lhe abrasavam os lados. "A temperatura dentro daquele reservatório era tão grande, diz Sêneca em uma das suas cartas, que poder-se-ia condenar a ser queimado vivo algum grande criminoso". (...) Porém, para espanto dos ímpios e júbilo dos cristãos, João não morreu. Segundo a tradição de Clemente , " a caldeira ardente e fumegante tornou-se subitamente em suave orvalho." Todas as ordens do pretor, toda a cólera dos carrascos foi incapaz de fazer acender de novo a fornalha; e, como uma águia, João saiu do seio das chamas remoçado e renovado.[6]

O apóstolo recebe então a pena que era comum a todo réu poupado de morte, foi exilado para as fronteiras do Império, no seu caso foi condenado a morar na ilha de Patmos [7]  por causa do seu testemunho a respeito da palavra divina[8], sendo nesta ocasião que escreveu o Livro do Apocalipse.


O APÓSTOLO JOÃO NA ILHA DE PATMOS



No final do seu reinado Domiciano era considerado um tirano, e no dia 15 de setembro do ano de 96 foi assassinado dentro de seu palácio. Foi sucedido por Nerva (30-98 d.C.), do qual os primeiros atos foi chamar os banidos, os condenados por causa de impiedade[9]. Beneficiado por este decreto o apóstolo João deixa a ilha de Patmos e volta para a cidade de Éfeso, onde pastoreia a igreja desta cidade e morre aos 100 anos de idade.

sábado, 16 de maio de 2015

SUICÍDIO: DESABAMENTO NO INFERNO



1) Vida eterna — a Suprema Ventura dos Santos

      a) Cristo: promessa de perdão e salvação. Não há justificativa para aqueles que tiram a própria vida. Quando o homem se arrepende e aceita Jesus como Senhor e Salvador, recebe naquele exato momento o perdão de todos os pecados dantes cometidos (At 3.19). Crendo no Filho de Deus, teremos vida em Seu Nome (Jo 20.31). Por isso, ninguém e nada têm mais poder sobre o ser humano: problemas, dificuldades, frustrações, injustiças, enfermidades e, principalmente, o suicídio (Jo 16.33; 1Jo 4.4).

         b) O gozo dos santos. Uma das virtudes do Fruto do Espírito é o gozo — alegria inexplicável outorgada pelo Espírito de Cristo ao salvo; é a felicidade da salvação (Gl 5.22; Jo 17.13). Na decisão, que é subsequente à hora do apelo, crendo e confessando do fundo do coração, o ser humano recebe a vida eterna (Rm 10.9,10).

         c) A vida eterna — o maior bem dos salvos: Vida Eterna é a existência que se seguirá à ressurreição, não podendo mais ser limitada nem pelo tempo nem pelo espaço (Lc 20.30-35). Suprema bem-aventurança dos santos. Galardão dos galardões! É a comunicação plena da vida de Deus à nossa vida. Não é apenas quantitativa: é, sobretudo, qualitativa. Representa o maior dos anseios do ser humano: estar permanentemente ao lado de Deus. Quanto à vida eterna: 1) Foi prometida por Cristo a todos os que O aceitam (Mt 19.29); 2) É o prêmio dos justos (Mt 25.46); 3) É o resultado do amor de Deus (Jo 3.15,16); 4) É a preocupação do ser humano (Jo 10.17). No além, embora os ímpios estejam imunes à morte, sua existência não é chamada de vida eterna, mas de eterno tormento. A vida eterna só é possível ao lado de Cristo.

          d) A vida eterna contrapõe as artimanhas do suicídio. Em face disso, as dificuldades e as lutas desta vida não nos podem desvanecer e fazer-nos chegar ao cúmulo do suicídio. A vida eterna, por si só, dá-nos a esperança da felicidade plena e absoluta que nem o dinheiro nem os bens terrenos podem comprar (Mt 6.19-21).


2) Deus: o Autor da vida

        Deus é o autor da vida (Sl 36.9). O poder para conceder e tomar a vida está nas mãos do Senhor (Jo 10.18). Ainda quando o Inimigo mata (Jo 10.10) o faz sob a permissão de Deus (Jó 1.6-12). Isso ocorre porque a pessoa rejeitou o perdão e as oportunidades concedidas pelo Todo-Poderoso (Ap 3.20; 1Jo 4.9; Dt 30.19). 


3) A definição de suicídio e a conclusão desse ato

         O que é um suicida? É a pessoa que, voluntariamente, dá cabo da própria vida, isto é, dá-lha fim, elimina-a; é aquele que se mata. Para receber perdão tem de haver arrependimento, logo, como se arrependerão os suicidas? Pense! E tem mais, a Escritura diz: Não matarás (Êx 20.13; Rm 13.9). Portanto, concluímos que não podem herdar o Reino de Deus as pessoas que cometem suicídio, pois ao desejarem dar as suas vidas pelo regaste de suas almas (Mc 8.37), quer dizer, acharem que a melhor solução é a morte, que as eliminando cessará o sofrimento, entregam-nas, de livre e espontânea vontade, ao Diabo, que mata, rouba e destrói (Jo 10.10).


4) Os suicídios descritos na Bíblia

         Referente ao suicídio, entendemos a delicadeza do assunto. Muitos nem gostam de mencioná-lo. Porém estamos esclarecendo-o à luz da Palavra de Deus! Há vários casos de suicídio na Bíblia Sagrada, mas todos foram reprovados por Deus:

         * Abimeleque, filho de Gideão, mandou o moço que levava as suas armas matá-lo, porque fora ferido por uma mulher (Jz 9.54);

           * Aitofel se enforcou depois que seu conselho foi rejeitado pelo filho de Davi, Absalão (2Sm 17.3);

           * O rei Saul se suicidou após perder a batalha para os filisteus (1Sm 31.4);

           * O escudeiro (pajem de armas) de Saul, vendo-o morto, deu cabo da própria vida (1Sm 31.5);

         * Judas Iscariotes, um dos 12 apóstolos de Cristo (Mc 14.10), havia-se desviado dos caminhos do Senhor (At 1.25), a trair Jesus (Mt 27.3,4); por conseguinte, enforcou-se (Mt 27.5) e converteu-se no filho da perdição (Jo 17.12);

           * Zinri, cujo queimou o palácio sobre si, dando cabo, voluntariamente, da sua vida (1Rs 16.18).


5) O juízo divino sobre o suicida

         O suicida atrai o juízo de Deus sobre si. A Palavra do Senhor assevera: O vosso corpo é o templo do Espírito Santo... Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo (1Co 6.19; 3.17).
       É digno de nota salientar que “destruirá”, no texto citado, não é “exterminará”, “desaparecerá” ou “deixará de existir”; todavia, a palavra destruir é apollumi, em grego, e o sentido bíblico, nesse caso, é diferente: causará ruína, perderá o bem-estar, ou seja, a plena satisfação e conforto – um desassossego incontrolável no espírito. Em resumo, quem se suicida sofrerá, inacabavelmente, ruína, tormento e perturbação irrefreáveis da consciência (Lc 16.23,24). A personalidade continua no futuro: sentimentos, conhecimento, visão, raciocínio e memória. Essas faculdades auxiliarão no tormento eterno do suicida (Mt 25.46; Lc 16.23-31), o qual se lembrará que teve a oportunidade de entregar-se a Jesus; entretanto, preferiu dar a alma a Satanás.


Tradução livre de 1Coríntios 3.17

         Tradução livre é a que se faz pelo sentido do texto, pelas ideias do texto original, e não ao pé da letra, em oposição à tradução literal. Em tradução livre, 1Coríntios 3.17, fica assim: Se alguém destruir o templo de Deus [exterminar-se, deixar de existir, isto é, suicidar-se, tirar a própria vida], Deus o destruirá [vai fazê-lo perder o bem-estar, sofrer a ruína do inferno e a perturbação da consciência eternamente]; porque o templo de Deus [o corpo], que sois vós [a nossa vida], é santo.



Bibliografia

          ANDRADE, C. C. Dicionário de Escatologia Bíblica: Os vocábulos e expressões mais significativos da Doutrina das Últimas Coisas. 2.ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 176. Adaptado.

        SACCONI, L. A. Grande Dicionário da Língua Portuguesa: Comentado, Crítico e Enciclopédico. São Paulo: Nova Geração, 2010, p. 1985.

MATEUS 19.9 APROVA O DIVÓRCIO E A REALIZAÇÃO DO SEGUNDO CASAMENTO, MESMO SE UM DOS CÔNJUGES ESTIVER VIVO, CASO HAJA OCORRIDO ADULTÉRIO?

 

          O texto supracitado, diz: Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.

            Não há aprovação de Cristo para o divórcio e o novo casamento nessa passagem. Jesus quis-nos dizer que Moisés, e não Deus, permitiu a carta de divórcio por causa “da dureza de coração” do povo (Mt 5.31,32; 19.8; Mc 10.5). Se um israelita casasse e percebesse que a parceira havia sido infiel, passando-se por virgem, era-lhe permitida a carta de divórcio, pois houve fornicação (sexo antes do casamento), quebrando a fidelidade ao futuro cônjuge: Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa (Dt 24.1). Assim, Cristo advertiu que a pessoa tem o direito de repudiar – abandonar, separar legalmente do cônjuge, caso descubra um ato de traição por meio da prostituição, sem, contudo, casar com outro. O contexto esclarece: “... [aquele que] casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mt 19.9). Por essa razão, os discípulos se assombraram a ponto de expressar que melhor seria o homem não contrair matrimônio: Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar (Mt 19.9). Jesus, porém, disse-lhes: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido (Mt 19.10). Isto, porque, mesmo após uma traição, o homem deve permanecer na mesma condição de um solteiro: sozinho! Se, num caso desses, Jesus permitisse um novo casamento, não haveria espanto da parte dos discípulos, visto que achariam normal coabitar com outra mulher. Houve perplexidade a ponto de manifestarem a continuidade da vida de solteiro, já que não poderiam casar novamente. Há texto mais claro que esse?!

         Na passagem paralela de Marcos 10.11,12, Jesus assevera: Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra, adultera contra ela. E, se a mulher deixar a seu marido, e casar com outro, adultera. Paulo aconselha que numa situação de traição — infidelidade mediante a prostituição, igualmente explica Mateus 19.9 — “a mulher não se aparte do marido”, também, em caso de abandono, é dito: “Se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão” (1Co 7.15); entretanto, exprimiu: mas, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie (1Co 7.10,11), pois, enquanto viverem, um está ligado ao outro (1Co 7.39). O novo casamento só é liberado com o falecimento de um dos cônjuges, logo, ficará livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor (1Co 7.39). De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido (Rm 7.3), e não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos... nem os adúlteros... herdarão o reino de Deus (1Co 6.9,10).

         A Bíblia interpreta a própria Bíblia: “Assim, pois, a palavra do SENHOR lhes será mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali” (Is 28.13). As passagens de difícil interpretação nas Escrituras Sagradas, como Mateus 19.9, devem ser interpretadas à luz de textos bíblicos do mesmo assunto, cuja clareza iluminará e explicará as dificuldades de passagens obscuras, e não separar um texto bíblico obscuro e fazer dele um baluarte a fim de apoiar o divórcio. Mais de 12 versículos, em 5 livros do Novo Testamento, proíbem, sem rodeios, o divórcio para a feitura de uma nova união. Deus não pode mentir (Tt 1.2). Ele não mudou, “pois o Senhor Todo-Poderoso de Israel diz: — Eu odeio o divórcio; eu odeio o homem que faz uma coisa tão cruel assim. Portanto, tenham cuidado, e que ninguém seja infiel à sua mulher” (Ml 2.16 – NTLH). Portanto, a realidade de Mateus 19.9 é outra, e ponto final!

 

 

6. O DEVER DE PERDOAR

 

             Em ocorrência de adultério, caso um deles não queira ficar sozinho, a fim de não deturpar a Palavra de Deus, porquanto não poderá casar-se novamente enquanto o consorte viver (Mc 10.9-12; Rm 7.1-3; 1Co 7.10,11,39), ainda há a chance de um perdoar o outro e tudo se normalizar (Mt 6.14,15).

            Mesmo diante da infidelidade de Israel, Deus o atraiu com Seu amor eterno (Jr 31.3). Nosso Senhor, por incondicional amor, chamou Seu povo, estando este em adultério (Jr 3.1), e ainda revela Seu amor em perdoar os constantes pecados da humanidade.

          A atitude do marido ou da mulher traída deve ser, antes de tudo, perdoar. O divórcio não é uma carta branca para guardar mágoa, ira, ressentimento, nem tampouco casar-se de novo, uma vez que irá contra a vontade do Altíssimo. independentemente da atitude a se tomar, o consorte traído é obrigado por Deus a perdoar (Mt 18.32-33).

 

segunda-feira, 9 de março de 2015

PODE UM HOMEM DIVORCIADO SER PASTOR?


Não! 10 motivos o impedem!

1. Ele não é exemplo dos fiéis.

Em 1 Tm 4:12, Paulo exorta ao pastor Timóteo para que seja "...o exemplo dos fiéis..." O homem que está no segundo, e em até alguns casos, terceiro ou mais casamentos, não pode ser exemplo dos fiéis, por não ser esta a vontade de Deus para o seu povo: Ele odeia o divórcio (Mal 2:16). Os jovens de tal igreja estariam automaticamente, levantando a possibilidade de o seus futuros casamentos, se não derem certo "como o do pastor", o divórcio seria uma opção e ainda Deus os estaria ainda abençoando após algumas "tribulações..." Desastroso exemplo seria também para os que entrarão ou já estão no ministério pastoral. O cristianismo verdadeiro não segue o lema de "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Paulo disse "sede meus imitadores como eu sou de Cristo"( 1Cor 3:15). O ministério pastoral não é para qualquer um, mas para os que tem condições morais de dar exemplo ( Heb. 13:7).

2. Ele não é irrepreensível.

Em 1 Tm 3:2 temos as qualificações para o pastor: " Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível..." A palavra traduzida por irrepreensível usada no texto acima é no grego "anepleptos". Ela aparece 3 vezes no Novo Testamento, a saber: 1 Tim 3:2, 5:7 e 6:14. O significado é sempre o de alguém de quem não se pode falar nada contra, sem mancha, sem culpa inacusável. Independente ser ou não o causador do divórcio ( se é que existe tal condição ), o homem que passou por esta experiência não se encaixa nas exigências bíblicas e será usado pelo Diabo para escandalizar e envergonhar o evangelho. Existe "pastor" que se casou em rebeldia contra os conselhos dos pais, de amigos e até de seus pastores atraindo as maldições do Senhor. Tal flagrante violação da vontade de Deus, tornou tal crente o único responsável pela falência do seu próprio casamento, desqualificando-o de uma vez por todas, para o exercício do pastorado.

3. Ele não é marido de uma mulher.

"Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher... " (1Tim 3:2). A expressão "marido de uma mulher" significa muito mais do que o leitor superficial possa imaginar. O ensino é que a mulher com quem o bispo é casado, é a sua primeira e única! Não tem nada a ver com a condenação de relacionamentos simultâneos, o que seria adultério. A condenação da poligamia seria um absurdo tão redundante e flagrante que Paulo não precisaria se referir para uma pessoa especial como o bispo. O que está em jogo é a conduta ilibada e irrepreensível do pastor no seu relacionamento singular com a sua primeira esposa. Veja o verso afim em 1 Tim 5:9. "...e só a que tenha sido mulher de um só marido." É óbvio que a viúva a que Paulo se refere, só poderia receber auxílio da igreja se tivesse vivido com um só homem. Por estar ele morto não haveria outro. Esta é a mesma construção gramatical que se refere a situação do pastor, apenas invertendo-se os substantivos. A ênfase em 1 Tim 3:1 sobre a vida conjugal do pastor é tão flagrante, que a mesma palavra que é usada para expressar a unicidade da mulher da sua vida, é usada também em todas as vezes no Novo Testamento para expressar que marido e mulher se tornam uma só carne. O homem que se divorcia e se casa com outra mulher não reverte o se tornar uma só carne com a primeira, portanto ele não é mais marido de uma só mulher nem na singularidade nem na ordem numeral. Se voltasse para a primeira mulher cessaria o adultério, mas a desqualificação está selada para sempre.

4. Ele não tem autoridade para exortar nem aconselhar.

Certo pastor, que estava no segundo casamento, teve a audácia de, ao pregar numa determinada igreja, mencionar a sua indignação ao se deparar com colegas que estavam no segundo casamento...Tal falta de honestidade e coerência nos faz lembrar a advertência do Mestre que disse "Ou como dirás ao teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho; estando uma trave no teu" ( Mat 7:5 ). O divorciado não pode pregar numa igreja como pastor, muito menos aconselhar os casais crentes sobre família, porque a sua não é mais exemplo. Se tentar aconselhar estará sendo hipócrita, se não aconselhar estará sendo omisso com o ministério mutilado. Não tem jeito, o cristianismo não funciona segundo palavras vazias, mas com exemplo de vida. Mesmo que o homem não tenha se casado novamente, a situação de separação da primeira esposa já o desqualifica para o pastorado.

5. Ele contradiz a própria palavra que prega por exercer, em rebeldia, uma posição para a qual Deus não o permitiu nem o chamou.

Quando o pastor sobe ao púlpito para pregar, ele não pode expressar as suas opiniões. Ele tem que entregar uma mensagem que não é a sua. Ele tem que pregar a Palavra de Deus em obediência a Cristo. Se o pregador está em rebeldia no seu viver, ele está desqualificado para pregar. Suas palavras são vazias e sem unção. Não importa o que a igreja pense, o tamanho da congregação, ou quantas conversões acontecem: o seu líder nessas condições está sem a bênção do Senhor, não importando os "sinais externos": os resultados não autenticam a fonte (1Cor 3:13-15).

6. Ele seria um desastre espiritual a médio e longo prazo para a igreja imatura que o aceitar.

Não se pode colocar o pecado em compartimentos. Quando ele entra na igreja sob a forma de omissão e rebeldia contra a palavra de Deus, qual fermento se espalha para vários outros setores. Com o pecado não se brinca. A tendência do homem é o pecado, principalmente na área de família e sexo. Na igreja isto também se verifica. Se a liderança não tem os padrões de Deus, a degeneração dos crentes é certa. Os líderes cristãos não podem ser egoístas, buscando seus interesses a curto prazo nem status de liderança para encobrir pecados pessoais. Se os padrões são decadentes, pode esperar que os crentes que se desenvolveram dentro do ambiente de tolerância com o pecado serão cada vez mais decadentes, frios e finalmente apóstatas. Veja as advertências do Senhor às 7 igrejas do Apocalipse. A igreja local muito menos ordem de pastores não têm autoridade para aceitar um pastor divorciado. Eles estariam em rebeldia contra a palavra de Deus, independente do número de votos que homologou a aceitação. Os crentes sérios que porventura pertençam a tal igreja deveriam imediatamente se retirar dela, recusando submeter-se a um líder desqualificado e não aprovado por Deus. O voto da maioria nesse caso não opera a vontade de Deus (Ex.23:2).

7. Ele desonra o gesto nobre de ex-pastores que abandonaram o ministério por fracassarem no casamento.

Há diversos casos de pastores que, apesar de terem o chamado de Deus para o ministério, tiveram a dignidade e a nobreza de abandoná-lo após se desqualificarem devido ao divórcio, separação ou conduta. Quando alguém insiste em permanecer no ministério nessas condições está desonrando a Deus e a esses homens dignos que entenderam que não era mais a vontade de Deus a sua liderança sobre o Seu povo. Quando alguém assim permanece no ministério, na verdade está se julgando muito importante e indispensável para o trabalho de Deus (Luc. 17:10).

8. Ele destruiu o modelo de compromisso eterno e indissolúvel entre Cristo e a igreja.

O relacionamento eterno entre Cristo e os salvos, é comparado com o do marido e esposa cujo compromisso não é para ser quebrado (Ef. 5:22-33).

9. Ele não pode celebrar nenhum casamento.

Até que a morte os separe (Rom. 7:2-4, 1Cor 7:39) ? Como pode um pastor proferir os votos conjugais para um casal de noivos , se ele mesmo não cumpriu na sua vida?

10. Ele está contribuindo para a degeneração dos padrões familiares das gerações seguintes.

Se pastores, tendo suas famílias dentro dos padrões bíblicos, já sofrem com a desintegração de várias famílias da membrezia, imagine se do púlpito vem o péssimo exemplo do fracasso conjugal. Nesse caso os fundamentos da família estão abalados para as gerações seguintes (Sal. 11:3).

Conclusão

O divórcio é uma ameaça para a família cristã. As sua conseqüências são devastadoras para a família. Por esse motivo "...o Senhor Deus de Israel diz que aborrece o repúdio..." (Mal 2:16). O homem que foi chamado para anunciar a palavra de Deus como pastor não pode ser divorciado, muito menos casado pela segunda vez. Se alguém está nessa triste situação deve ter a humildade suficiente de abandonar o ministério urgentemente para não causar mais prejuízos ao testemunho do evangelho e procurar exercer os seus dons fora da liderança da igreja, pois o seu chamado acabou tão logo tenha ocorrido a desqualificação. Para os crentes que desfrutam a bênção de ter o seu casamento dentro da vontade de Deus, fica o alerta para, humildemente, reconhecer a graça do Senhor (1Cor. 10:12) e buscar em fervente oração, forças e discernimento para combater as armadilhas do maligno para a destruição da família.