quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A AVAREZA
1 Timóteo 6.10

“Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos”.

Introdução
·         Nesta série de mensagens sobre Os Sete Pecados2, já temos considerado o orgulho, o ódio, a inveja, a impureza, a gula, a preguiça... e vamos concluir hoje, abordando a avareza.
     Você poderá ter a série completa destas mensagens, em forma de apostila, a partir de terça-feira, procurando ali na Office Paper, no setor de xerox.

     O apóstolo Paulo, fez essa afirmação: “Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males...”  

     A avareza é isto: amor ao dinheiro... um apego demasiado e vergonhoso ao dinheiro.

·         As pessoas quando tocadas pela avareza, elas se tornam capazes de roubar, de assaltar... tocadas pela avareza, elas atacam, defraudam, caluniam, até matam!
     É um terrível pecado... e como tal, ela faz parte da nossa natureza - o nosso coração, por antureza, é ganancioso, é dado a cobiça, à avareza.

     E nas páginas da Bíblia, vemos o rastro de miséria que este pecado deixou na história da humanidade. Eu quero mencionar alguns casos:

·         O do rei Acabe, pra começar3.
     Lemos em 1 Rs 21.19, que foi a ganância, a avareza ímpia e desnaturada, que arrastou o rei Acabe a cobiçar a propriedade de Nabote e a matá-lo para criminosamente conseguir o seu ganancioso alvo.

     Mas a voz de Deus veio a Acabe, e Deus disse pra ele: “No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote; os cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo” (1 Reis 21:19).

     O rei Acabe tinha uma semente de cobiça no coração, mas ele nem sequer se deu conta de que uma inocente semente de cobiça em seu coração lhe traria aquela terrível colheita de morte e juízo mais tarde.

·         Na Bíblia também lemos sobre o caso dos irmãos de José, em Gn 37.26. 4
     Lemos que: “Aí Judá disse aos irmãos: O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte? 27Em vez de o matarmos, vamos vendê-lo a esses ismaelitas. Afinal de contas ele é nosso irmão, é do nosso sangue. Os irmãos concordaram. 28Quando alguns negociantes midianitas passaram por ali, os irmãos de José o tiraram do poço e o venderam aos ismaelitas por vinte barras de prata. E os ismaelitas levaram José para o Egito”.

     Aqueles malvados irmãos, semearam uma insignificante semente de ganância, quando venderam o inocente irmão José para ser escravo no Egito.

     E eles nem sequer podiam imaginar a colheita de fome e miséria que disso resultaria quando a ganância frutificasse.

·         A Bíblia também conta, em Lc 125, que Jesus falou de um homem rico, que semeou grãos de egoísmo e ganância...
     E Jesus disse para aquele homem que ele iria colher aquilo mesmo que plantou... e iria colher em grande abundância...

     Jesus falou que os celeiros estavam abarrotados, que o homem estava com os bolsos cheios, mas que o coração estava inteiramente vazio. Então disse: “Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?” (Lc 12:20).

·         Também lemos de Judas6, (Mt 27.5-6) que tocado pela ganância, traiu a Jesus.
     Judas traiu a Jesus por 30 moedas de prata, apeans 30, e por fim, percebeu com amargura e remorso, que de nada lhe valia a vida sem Cristo e terminou a vida atirando as manchadas moedas ao chão e foi enforcar-se.

     Está escrito em Mt 27: “Então Judas jogou o dinheiro para dentro do Templo e saiu. Depois foi e se enforcou. Os chefes dos sacerdotes pegaram o dinheiro e disseram: - Isto é dinheiro sujo de sangue...”.

     A verdade nua e crua é esta: muito antes de Judas tirar a sua própria vida, a alma dele já estava morta, havia sido enforcada, dominada pela avareza ou ganância...

     É isso que faz a avareza: ela engana, rouba, mente e mata para alcançar os seus objetivos.

·         E esse pecado da ganância está na natureza do nosso coração.
     Todos nós nascemos naturalmente inclinados ao egoísmo, à avidez, à ganância, à avareza...

     A vontade de possuir coisas é tão natural e real em nós, que é só observar as crianças para se confirmar esse fato...
     As crianças para ter o que querem, elas berram, puxam o cabelo e até mordem umas às outras...

     Foi preciso alguém ensinar isto à elas? ...não, porque essa sementinha de egoísmo já está no coração.

     Os que são pais/mães têm de lidar com uma perguntinha básica sempre que chegam à casa: “O que é que você trouxe para mim?” ... é uma linguagem familiar, revelando desde cedo o espírito de avidez...

·         Na Carta aos Romanos 1.297, a ganância está colocada no mesmo nível dos pecados viciosos e condenáveis, quando se diz: “Estão cheios de todo tipo de perversidade, maldade, ganância, vícios, ciúmes, crimes de morte, brigas, mentiras e malícia...”
     Na mesma Carta (13.9), a avareza, ou ganância, é mencionada ao lado do homicídio, do adultério, do roubo e da mentira.

     Este pecado, que tem emperrado o desenvolvimento espiritual de tantos cristãos e que, no entanto, parece tão inofensivo, é revelado pela Palavra de Deus como um dos mais repugnantes e mais destruidores instrumentos de satanás.

·         E a Bíblia vai mais longe, dizendo categoricamente que o cobiçoso e o culpado de avareza não herdarão o Reino de Deus.
     Lemos em 1Co 6.108: “...os ladrões, os avarentos, os bêbados, os caluniadores e os assaltantes não terão parte no Reino de Deus”.  Isso é muito sério.

·         Você é avarento? 9 ...é um “Tio Patinhas” da vida? ...é ganancioso por algo?

·         Qual a sua ganância?  ...você tem loucura por alguma coisa?
     Como a rainha francesa Maria Antonieta: ela tinha um funcionário exclusivo para cuidar dos seus 500 pares de sapatos, todos catalogados por data, cor e modelo...
     Quantas Marias Antonietas temos aqui? ...você também tem loucura por sapatos? Essa é a sua ganância?

     Outros tem loucura por roupas e acessórios... um guarda-roupa de 6 portas e 4 gavetas vai ficando pequeno para quem é avaro por roupas!

·         Ouça, nós vivemos num mundo materialista, consumista... o espírito de ganância clama pela nossa alma.
     Temos que tomar cuidado, porque se não nos tornaremos mesquinhos, interessados somente em nós mesmos.
     É por causa da ganância, da avareza,  que guerras são promovidas...
     Alguém até já disse que em vez de amarmas as pessoas e usarmos as coisas, estamos amando as coisas e usando as pessoas.

     Por paixão ao dinheiro, países promovem guerras... o petróleo, por exemplo, é muito cobiçado...

     Por pura ganância, pessoas adulteram a gasolina, adulteram o leite...

     O que vende morangos na caixinha, por avareza, põe os bons por cima dos meio-apodrecidos... isso é se dá por causa da ganância!
     Outro dia fui comprar pão e alguém estava contando o caso de um vendedor de queijo... o homem havia comprado não sei quantos queijos para revender e alguém explicou que se ele deixasse os queijos umedecidos com água, ganharia mais peso na balança e lucraria mais. Então, na sua avareza, o vendedor de queijos fez o seguinte: mergulhou todos os queijos na água e os deixou lá de um dia para o outro, imaginando: “vou lucrar como nunca com esses queijos”! ...e na manhã seguinte, ao ver os queijos, uma surpresa: todos se tinham dissolvidos com a quantidade de água... o ganancioso vendedor se deu mau.

     Todos devemos refletir nas palavras de Jesus, contidas em Marcos 8:3610: “O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira?

     O amor do dinheiro é que produz os roubos que os nossos jornais registam diariamente, e que muitas vezes desembocam em homicídios.

·         O grande pecado deste mundo é a ganância, a avareza.
     As pessoas estão tão inclinadas a ganhar dinheiro que não sobra tempo para adorar a Deus em dia de domingo, nem para cultivar hábitos espirituais durante a semana.

     Quantas casas e lojas comerciais permanecem desnecessariamente abertas aos domingos, desonrando o dia do Senhor para se ganhar uns reais a mais.

     Quantas e quantas vezes pessoas deixam de vir aos cultos, justificando que precisam trabalhar... estão de tal forma preocupadas com ganhar dinheiro que não têm tempo para Deus.

     Ah! quantos que, nessa ânsia de facilidades, nessa busca por conforto, luxo e por mais dinheiro, já perderam tudo num abrir e fechar de olhos?

     Quantos que têm passado a metade da vida gastando a saúde pra ganhar dinheiro... e depois, no final de um tempo, passam a outra metade da vida, gastando dinheiro pra ganhar a saúde....eu, em nome de Deus, digo a vocês: “Despertem, despertem, antes que seja tarde!”

·         Um dos quadros mais tristes, apresentados no Novo Testamento, é o daquele moço rico que saiu entristecido da presença de Jesus, tendo seus bolsos cheios de dinheiro, mas o coração vazio.
     Ele estava interessado na vida eterna, mas não queria pagar o preço dela... é justamente o que acontece com muita gente hoje em dia...

     Inúmeras pessoas, como o jovem rico, conhecem o caminho - mas não querem pagar o preço.

·         Não é pecado ser rico.
     Se vôce tem ganho seu dinheiro honestamente, Deus o tem na conta de um mordorno fiel, da coisas que Ele lhe tem dado.

     Agora, se o dinheiro ou se os bens adquiridos, vem prejudicando a sua vida espiritual, daí ela é pecado - e você está vivendo como pobre aos olhos de Deus...
     Ninguém é mais miseravelmente pobre como aquele cuja riqueza está só no dinheiro.

     Lemos na Bíblia que um bom número de pessoas ricas foram retas e piedosas, e dedicaram suas riquezas ao serviço de Deus.

     Mas, o pecado da ganância é hoje um dos maiores, e talvez seja a maior pedra de tropeço para o Reino de Deus no mundo todo.

     Então, de que você tem ganância?

·         Há pessoas que acham que é incurável o pecado da ganância, e que o homem, uma vez dominado e controlado por ela, não mais encontra a salvação.
     Reconheço e concordo com o que Jesus disse, pois Êle sabe o que diz. Ele asseverou que “é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no Reino de Deus” (Mateus 19:24).

     Mas a pessoa culpada do pecado da avareza pode ser salva!
     Se a ganância, a avareza, têm endurecido o seu coração, você pode alcançar a salvação... arrependido do seu pecado e com fé no Senhor Jesus é certo que o sangue dEle purificará você de todos os seus pecados.

     Ao pé da cruz de Cristo11, você recebe maravilhoso e glorioso perdão - seja qual tenha sido o seu pecado. Aleluia!



TRÊS CONSELHOS

    Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa:
    - "querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. 

    Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você".
    Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda.
    O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito.
    Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito. O pacto foi o seguinte:
    - "me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações.
     EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO.
    Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora.
    No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho".
    Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse:
    - "Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa".
    O patrão então lhe respondeu:
    - "Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri- lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem?
    Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos, se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro.
    Vá para o seu quarto, pense e depois me dê a resposta".
    Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe:
    -"QUERO OS TRÊS CONSELHOS".
    O patrão novamente frisou:
    - "Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro".
    E o empregado respondeu:
    - "Quero os conselhos".
    O patrão então lhe falou:
    1. "NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.
    2. NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal.
    3. NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais."
    Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim:
    - "AQUI VOCÊ TEM TRÊS PÃES, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa".
    O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou:
    - "Pra onde você vai?"
    Ele respondeu:
    - "Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada".
    O andarilho disse-lhe então:
    - "Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez, e você chega em poucos dias". O rapaz contente, começou a seguir
 pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o normal. Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.
    Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se. Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito.     Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho.
    Voltou, deitou- se e dormiu. Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele
 disse que tinha ouvido. O hospedeiro: e você não ficou curioso? Ele disse que não.
    No que o hospedeiro respondeu: VOCÊ É O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI VIVO, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal.
    O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa.
     Depois de muitos dias e noites de caminhada... já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os
 arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos. Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade.
    Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho.
    Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele disse:
    - "NÃO VOU MATAR MINHA ESPOSA E NEM O SEU AMANTE.
    Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta.
    Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre FUI FIEL A ELA".
    Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele
 tenta afastá-la, mas não consegue. Então com as lágrimas nos olhos lhe diz:
    - Eu fui fiel a você e você me traiu...
    Ela espantada lhe responde:
    - Como? eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos. Ele então lhe perguntou:
    - E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?
    E ela lhe disse:
    - "AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO".
    Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade". Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café.
Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão.
    APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO, ele parte o pão e ao abri-lo encontra todo o seu dinheiro, o pagamento por seus vinte anos de dedicação.
Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...
    Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará...
    Outras vezes, agimos por impulso, na hora da raiva, e fatalmente nos arrependemos depois...
    Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três conselhos e não se esqueça também de CONFIAR em DEUS(mesmo que a vida muitas vezes já tenha te dado motivos para a desconfiança). Outra coisa:"não guarde essa mensagem numa pasta, envie para seus Amigos"...


MATEUS 24.E 25.:
1. A quem Jesus dirigiu, em primeiro lugar, as palavras de Mateus 24 e 25?
A parábola da figueira é uma representação simbólica da nação judaica.
A resposta é: basicamente aos judeus – e não à Igreja
  • Nessa ocasião a Igreja ainda era um mistério. Somente no Pentecoste ela foi incluída no agir de Deus e, posteriormente, revelada através de Paulo.
  • Portanto, o texto também não está falando do arrebatamento, quando Jesus virá para buscar Sua Igreja, mas trata da volta de Jesus em grande poder e glória para Seu povo Israel, após a Grande Tribulação (Mt 24.29-31). Jesus só falou do arrebatamento mais tarde, pouco antes do Getsêmani, como está registrado em João 14. Até então os discípulos, como judeus, só sabiam da era gloriosa do Messias que viria para Israel (por exemplo, Lucas 17.22-37).
  • Os discípulos a quem Jesus Se dirigiu em Mateus 24 e 25 evidentemente eram judeus. Em minha opinião, eles simbolizam o remanescente judeu fiel, que crerá no Messias no tempo da Grande Tribulação.
  • No sermão profético do Senhor Jesus no Monte das Oliveiras, Ele predisse como será a situação dos judeus no período imediatamente anterior à Sua volta.
  • Falsos profetas e falsos cristos, como são chamados em Mateus 24.5,23,26, representam um perigo para Israel. A Igreja enfrenta outros perigos, pois deve preocupar-se mais com falsos mestres, falsos apóstolos e falsos evangelistas e em discernir os espíritos (2 Co 11.13; 2 Pe 2.1; Gl 1.6-9). Filhos de Deus renascidos pelo Espírito Santo certamente não vão sucumbir às seduções de falsos cristos e cair nesses enganos.
  • O "abominável da desolação" (Mt 24.15) diz respeito claramente à terra judaica, ao templo judaico e aos sacrifícios judeus. Já o profeta Daniel falou a respeito. E Daniel não falava da Igreja, mas de "teu povo... e de tua santa cidade" (Dn 9.24).
  • A frase: "então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes" (Mt 24.16), é bem clara. Trata-se nitidamente da terra de Israel. Pois no Novo Testamento a Igreja de Jesus nunca é conclamada a fugir para os montes.
  • Igualmente o texto que fala do sábado diz respeito aos judeus, aos seus costumes e suas leis (v. 20).
  • Também a parábola da figueira (v. 32) é uma representação simbólica da nação judaica. Do mesmo modo, a expressão "esta geração" (v. 43) aplica-se a Israel.
2. A que época o Senhor se refere em Mateus 24?
A resposta à pergunta anterior nos conduz automaticamente ao tempo em que esses fatos acontecerão. Trata-se da época em que Deus começará a agir novamente com Seu povo Israel de maneira coletiva, levando o povo da Aliança ao seu destino final (v. 3), que é a vinda do seu Messias e o estabelecimento de Seu reino. O centro de todas as profecias de Mateus 24 e 25 é ocupado pelos sete anos que são os últimos da 70ª semana de Daniel (Dn 9.24-27). Devemos estar cientes de que esse período é a consumação do século, o encerramento de uma era, e não apenas o transcorrer de um tempo. O sinal do fim dos tempos é a última semana, a 70ª semana de Daniel.
Coisas espantosas e grandes sinais no céu anunciam a chegada do grande dia da ira do Senhor.
Todos os sinais que o Senhor Jesus predisse em Mateus 24, que conduzirão à Sua vinda visível (v. 30), têm seus paralelos no Apocalipse, nos capítulos de 6 a 19. Mas nessa ocasião a Igreja de Jesus já terá sido arrebatada, guardada da "hora da provação" (Ap 3.10).
Os últimos sete anos – divididos em três etapas (Mt 24.4-28)
1. Os versículos 4-8 descrevem, segundo meu entendimento, a primeira metade da 70ª semana de Daniel. O versículo 8 diz claramente:"porém tudo isto é o princípio das dores".As dores não dizem respeito a uma época qualquer, elas definem especificamente o tempo da Tribulação, comparado na Bíblia "às dores de parto de uma mulher grávida" (1 Ts 5.3; veja também Jr 30.5-7). O princípio das dores são os primeiros três anos e meio da 70ª semana. Assim como existem etapas iniciais e finais nas dores que antecedem um parto, também esses últimos 7 anos dividem-se em duas etapas de três anos e meio. Há um paralelismo e uma concordância quase literal entre Mateus 24.4-8 e Apocalipse 6, onde o Senhor abre os selos de juízo:
  • Falsos cristos (Mt 24.5) – primeiro selo: um falso cristo (Ap 6.1-2).
  • Guerras (Mt 24.6-7) – segundo selo: a paz será tirada da terra (Ap 6.3-4).
  • Fomes (Mt 24.7) – terceiro selo: um cavaleiro montado em um cavalo preto com uma balança em suas mãos (Ap 6.5-6).
  • Terremotos (Mt 24.7), epidemias (Lc 21.11) – quarto selo: um cavaleiro montado em um cavalo amarelo, chamado "Morte" (Ap 6.7-8).
2. Nos versículos 9-28 temos a descrição da Grande Tribulação, ou seja, a segunda metade (três anos e meio) da 70ª semana de Daniel.
  • Nesse tempo muitos morrerão como mártires (Mt 24.9) – quinto selo (Ap 6.9-11).
  • Coisas espantosas e grandes sinais no céu anunciam a chegada do grande dia da ira do Senhor (Lc 21.11) – sexto selo (Ap 6.12-17).
  • Em Israel, muitos trairão uns aos outros (Mt 24.10, veja também Mt 10.21).
  • O engano e a impiedade se alastrarão, o amor esfriará, significando que muitos apostatarão de sua fé (Mt 24.11-12, veja 2 Ts 2.10-11). Quem perseverar até o fim verá a volta do Senhor e entrará no Milênio (Mt 24.13).
  • O Evangelho do Reino será pregado por todo o mundo (v. 14). Ele não deve ser confundido com o Evangelho da graça, anunciado atualmente. O Evangelho do Reino é a mensagem que será transmitida no tempo da Tribulação pelo remanescente e pelos 144.000 selados do povo de Israel, chamando a atenção para a volta de Jesus, que então virá para estabelecer Seu Reino (compare Apocalipse 7 com Mateus 10.16-23).
3. Mateus 24.15 refere-se à metade da 70ª semana de Daniel, o começo dos últimos três anos e meio de tribulação.
A "abominação desoladora" não teve seu cumprimento na destruição do templo em 70 d.C., pois refere-se à afirmação de Daniel, que aponta claramente para o fim dos tempos (Dn 12.1,4,7,9,11).
  • A profecia da "abominação desoladora" de Daniel teve um pré-cumprimento aproximadamente em 150 a.C., na pessoa de Antíoco Epifânio. Daniel 11.31 fala a respeito.
  • A "abominação desoladora" cumpriu-se parcialmente em 70 d.C. através dos romanos, que destruíram o templo.
  • Mas "abominável da desolação" de que Jesus fala em Mateus 24.15 será estabelecido apenas pelo anticristo, vindo a ter seu cumprimento pleno e definitivo na metade dos últimos sete anos (como profetizado em Daniel 12). Essa profecia de Daniel é claramente para o tempo do fim (vv. 4,9), referindo-se a um tempo de tão grande angústia como jamais houve antes (v. 1), que durará "um tempo, dois tempos e metade de um tempo". É dessa Grande Tribulação, desse período de imenso sofrimento e angústia, que Jesus fala em Mateus 24.21 (veja Jr 30.7).
Nos versículos a seguir, de 16 a 28, o Senhor Jesus explica como o remanescente dos judeus deve comportar-se durante a Grande Tribulação:
  • Eles devem fugir (veja Ap 12.6).
  • Esses dias serão abreviados para três anos e meio, para que os escolhidos sejam salvos.
  • Falsos cristos e falsos profetas farão milagres e sinais (veja Ap 13.13-14).
  • Mas então, finalmente, diante dos olhos de todos, o Senhor virá "como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente". Esses dias da ira de Deus (Lc 21.22), ou melhor, esses dias da ira de Deus e do Cordeiro (Ap 6.17), são descritos assim: "Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.28). O "cadáver" representa o judaísmo apóstata, afastado de Deus, e o sistema mundial sob a regência do anticristo, no qual reinará a morte e o "hades". Os "abutres" simbolizam o juízo de DeusTerremotos, tempestades, inundações e doenças imprevisíveis, além de outros fenômenos e catástrofes da natureza, aumentam dramaticamente.
Como já foi mencionado, não creio que em Mateus 24.15 o Senhor Jesus esteja referindo-se à destruição do templo em 70 d.C., mas penso que Ele está falando do tempo do fim. Ele menciona a destruição do templo e de Jerusalém em Lucas 21, fazendo então a ligação com os tempos finais. Aliás, este é o sentido dos quatro Evangelhos: apresentar ênfases diferenciadas dos relatos. Os Evangelhos tratam da profecia como também nós devemos fazê-lo, manejando bem a palavra da verdade (2 Tm 2.15).
Em Lucas 21.20 e 24 o Senhor diz:"Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles." Isso cumpriu-se em 70 d.C.
Mas Mateus 24 menciona algo que não aparece no Evangelho de Lucas, pois cumprir-se-á apenas nos tempos do fim: "o abominável da desolação" (v. 15).
No Evangelho de Lucas, que trata primeiro da destruição do templo em 70 d.C., está escrito:"...haverá grande aflição na terra" (Lc 21.23) (não está escrito: "grande tribulação"). Mas em Mateus 24, que em primeira linha fala dos tempos do fim, lemos sobre uma "grande tribulação" "como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais" (v. 21). A expressão "grande tribulação" diferencia nitidamente a angústia de 70 d.C. da "grande tribulação" no final dos tempos.
Jesus Cristo não é apenas a esperança para o futuro do mundo, mas a esperança para toda pessoa, para cada um que invocar Seu Nome!
3. Qual é a mensagem desse texto bíblico para nós hoje?
Essa passagem tem forte significado para os crentes de hoje, pois sabemos que os impressionantes acontecimentos da Grande Tribulação lançam suas sombras diante de si e que, por essa razão, o arrebatamento da Igreja deve estar muito próximo.
  • Nosso mundo está muito inquieto. Há conflitos em muitos países e torna-se mais e mais evidente a possibilidade de guerras devastadoras em futuro próximo. Mais de 400.000 cientistas estão atualmente ocupados em melhorar sistemas bélicos ou em desenvolver novos armamentos.
  • Grande parte da humanidade passa fome.
  • Terremotos, tempestades, inundações e doenças imprevisíveis, além de outros fenômenos e catástrofes da natureza, aumentam dramaticamente em progressão geométrica, como as dores de parto da que está para dar à luz.
  • Grande parte dos cristãos é perseguida. Muitos chegam a falar de uma "escalada" nas perseguições nos últimos anos.
  • Também a sedução e o engano através de falsas religiões é comparável a uma avalanche. O clamor pelo "homem forte" torna-se mais audível. Qualquer coisa passa a ser anunciada como "deus" ou "salvador" – e as pessoas agarram-se ansiosas a essas ofertas enganosas. Ao mesmo tempo acontece uma apostasia nunca vista, um crescente afastamento da Bíblia e do Deus vivo.
As dores da Grande Tribulação anunciarão a vinda do Filho do Homem. Não nos encontramos diante do fim do mundo, mas nos aproximamos do fim de nossa era (Mt 24.3). O Filho de Deus não nos trará o fim, mas um novo começo. Jesus Cristo não é apenas a esperança para o futuro do mundo, mas a esperança para toda pessoa, para cada um que invocar Seu Nome! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)