segunda-feira, 8 de junho de 2015

ESTUDO SOBRE A COREOGRAFIA


ESTUDO SOBRE A COREOGRAFIA                                                                                                            Por que a coreografia não é a vontade de Deus para o culto cristão? 

1) PORQUE É UM MEIO ATRASADO E PRIMITIVO DE COMUNICAÇÃO QUE COMPROMETE O CULTO À OBSCURIDADE E AO ERRO.

O meio mais direto, perfeito e objetivo de nos comunicarmos com Deus é por meio da palavra inteligível. Os movimentos corporais podem representar simbolismos nas muitas religiões pagãs e de mistérios pelo mundo afora; mas só o culto revelado a Israel (Rm 9:4) contém os verdadeiros elementos que agradam a Deus. Nada há no culto de Israel que lembre o culto pagão das nações vizinhas, que era recheado de danças folclóricas. O louvor de Israel sempre foi por meio de palavras inteligíveis, e não por expressões corporais. Além disso, teria que haver uma codificação dos movimentos, para que a igreja pudesse ler e decodificar o significado de cada movimento, o que é impossível, pois como é uma dança ao som de músicas, as letras das músicas confundiriam as letras expressas pela linguagem corporal. Ainda assim, a expressão corporal seria inviável para o culto porque o corpo é mudo e seus movimentos limitados, tendo-se que repetir as mesmas coisas significadas, e caindo no erro das vãs repetições.

A coreografia é proibida pelo apóstolo Paulo por representar uma forma muda de expressão que nada expressa. Nenhuma formalidade sem sentido deveria fazer parte do culto cristão, (I Co 14:8-9). A própria palavra louvar (do lat. Laudare) sempre está relacionada a “dizer algo inteligível à mente”, “bendizer”; assim sendo nunca poderia ser empregada para gestos ou expressões corporais. O Salmo 150:4 emprega o termo para “adulfes e danças” porque está citando a expressão de Êxodo 15:20-21, que é acompanhada de bendições em alta voz por Miriam e as mulheres que acompanharam o coro.

Todo meio obscuro de cultuar a Deus é proibido em sua Palavra, pois a igreja tem entender a mensagem para dar o amém, (I Co 14:16). Toda forma de culto que não comunica a mensagem inteligívelmente, é semelhante a falar ao ar, (I Co 14:9). Além do mais, o apóstolo Paulo ensina que o culto cristão é racional, pertencente ao entendimento, (Rm 12:1). Cultos em que não se entende a mensagem ou o louvor, são caracteristicamente pagãos em sua essência.

Usar exemplos de Miriam ou Davi é cometer sério erro hemenêutico. Eles dançaram porque quiseram; não estavam obedecendo a nenhum mandamento da lei, nem seu exemplo ficou para ser seguido. O povo de Deus não segue exemplos, e sim ordens.

2) PORQUE NÃO É PARTE INTEGRANTE DE NENHUM DOS MEIOS DE GRAÇA, E, PORTANTO NÃO PODE FAZER PARTE DO CULTO.

Além dos sacramentos e da palavra, Cristo e os apóstolos não instituíram nada mais como meio de graça para o povo de Deus. Todos os elementos do culto cristão são, necessariamente, meios de graça. Mas fica difícil explicar como um grupo de mulheres fantasiadas e dançantes se tornariam um meio de graça para a igreja de Cristo. O que coreografia tem a ver com a história da redenção? O que as danças comunicariam à mente dos crentes? A música cantada é ordenada nas epístolas paulinas, e foi usada por Cristo ao término da ceia; nada há, porém, quanto à dança.

3) PORQUE NÃO FAZ PARTE DE NUNHUMA ORDEM LITÚRGICA ENCONTRADA NO VELHO OU NOVO TESTAMENTO.

A própria expressão “dança litúrgica” é precária, pois não há nenhuma liturgia de culto onde haja danças no Velho ou Novo Testamento.

O culto foi uma das dádivas pactuais dadas ao povo de Israel, e sobre o qual a nova aliança é inspirada. Não há nenhum registro do culto no Antigo Testamento que danças fizeram parte do culto israelita no templo. O culto de Israel era santíssimo, e jamais seria profanado por elementos de cultos pagãos. Os povos vizinhos de Israel adoravam o sol, as estrelas, gatos, serpentes, jacarés, deusas, e deuses, dançando religiosamente para eles. Esse culto dançante era originado da própria vontade humana, mas o culto do Deus de Israel tinha origem divina, e foi revelado pelo próprio Deus ao seu povo, (Rm 9:4); em nenhum lugar da revelação Deus requereu danças; elas eram exatamente o elemento mudo das religiões pagãs daqueles tempos. O mesmo pode-se entender no Novo Testamento. Nenhuma evidência há para uma tradição pagã entre os crentes da igreja primitiva.

4) PORQUE NÃO HÁ MODELO NEM MANDAMENTO APOSTÓLICO PARA ISTO.

As ordens apostólicas do conteúdo do culto no que se refere a louvor é salmo, (I Co 14:26); salmos, hinos e cânticos espirituais, (Ef 5:19). Em nenhum lugar da tradição apostólica foi incluída coreografia, sendo, portanto, uma tradição humana acrescentada ao culto cristão.

5) PORQUE ROUBA A GLÓRIA DE CRISTO E MACULA O CULTO DIVINO.

O movimento moderno secular de coreografia na igreja apresenta-se como um show, bem ensaiado, e que, impecavelmente pretende agradar à expectativa de quem assiste. A atenção dos expectadores está em acompanhar os movimentos dos corpos brilhantes e coloridos e conferir as falhas e os acertos para depois atribuir-lhes elogios. Nada há na coreografia que leve a mente dos crentes a glorificar a Cristo, pois os corpos dançantes não falam à mente. Se nada comunicam, acabam distraindo a mente dos crentes e desviando o foco das atenções do verdadeiro culto que é Cristo.

Nenhuma dançarina vai a um palco querendo dar glória a outrem, pois ela está ali para “demonstrar” e não para levar a mente das pessoas cativas a outro lugar que não sua própria pessoa. Assim, as dançantes amaldiçoam-se por roubar a centralidade da adoração a Deus, (Atos 12:21-23), por receber honras e elogios que deveriam ser de Cristo, e por tornar a adoração a Deus em show, culto profano e pagão.

6) PORQUE A COREOGRAFIA SEMPRE ESTÁ ENVOLVIDA COM CARNALIDADE.

Na coreografia, os movimentos dançantes são voltados para demonstrações dos corpos de quem dança. A mente de quem assiste é eficazmente desviada para contemplar movimentos, e não para pensar em Deus ou em Cristo. As moças fantasiam-se sensualmente, - exatamente como procedem as dançarinas mundanas para atrair olhares, e provocar impressões sensoriais fortes em quem assiste. Quando dizem que estão imitando a profetisa Miriam, com coreografias modernas, tais coreógrafos esquecem-se de que uma profetisa judia nunca vestiria trajes tão pecaminosos como as atuais fantasias que circulam nos palcos eclesiásticos dos nossos dias. Pelo efeito que produz, a coreografia é uma obra de sensualidade, voltada para o pecado da carne; e o pendor da carne é morte, (Rm 8:6).

7) PORQUE É PECAMINOSO POR ENALTECER A NATUREZA HUMANA.

Nada pode ocupar o centro da adoração cristã senão a Palavra de Deus, por meio do pregador. As danças, os conjuntos, cantores e corais são terminantemente proibidos de ocupar o lugar central da Palavra de Deus no verdadeiro culto cristológico. Todas essas pretensiosas formas de expressões de louvor são individuais e particularizadas, devendo apenas ser para uso de cada um em ambiente privado, não na igreja. Na igreja o culto é público, e o louvor sempre é congregacional. O apóstolo Paulo foi incisivo contra os coríntios com seus individualismos em detrimento da igreja como corpo. A visão de cantor A, conjunto B, coral C, que se apresentam sozinhos, segregando-se do louvor congregacional, nada mais é do que uma visão de fama, e isto é pecaminoso aos olhos de Deus.

Uma expressão absurda que se usa muito nas liturgias seculares é o termo “participação especial” para designar um cantor que vai cantar na frente da igreja. Sem perceber, o liturgo anuncia que o culto vai parar porque alguém mais especial vai cantar.

Sempre que houver o incentivo à manifestações particulares de louvor, a tendência é à segregação, individualismo, fama, elogios, e exaltação à pessoa que canta ou grupo que se apresenta. Assim sendo, tais modelos são carnais, (Gl 5:20-21) e devem ser evitados na igreja de Cristo. Todos esses modelos são seculares, trazidos do mundo pagão para dentro da igreja, sem nenhuma base bíblica. No céu toda a igreja cantará em um coral universal; lá não haverá participação especial de A ou B. Se a igreja de Cristo quer agradar a Deus, então, deverá copiar o modelo das coisas celestiais, e não das terrenas, (Cl 3:2).

8) PORQUE É AFÔNICA E DENUNCIA-SE DESNECESSÁRIA

A mais absurda idéia que podemos ouvir dos defensores da coreografia na igreja é que ela é uma maneira de louvar a Deus. Usam os textos dos Salmos 150 e o exemplo de Miriam (“Se ela dança, eu danço!”), e o exemplo de Davi – textos que tratarei mais adiante – para fundamentar uma teologia contraditória, por desconhecerem a verdadeira idéia do salmo 150 e do exemplo de Miriam.

A grande contradição da coreografia é que ela precisa da música para louvar. Ora, como pode um corpo dançante louvar, se louvar é bendizer, e o corpo nada diz?

Ao olharmos para o Salmo 150:4 (“Louvai ao Senhor com adulfes e danças”), o termo hebraico mahol “dança”, é um termo usado como símbolo de alegria após uma vitória. Normalmente uma mahol era acompanhada de adufes (tof); por isso o salmista usa o conjunto “adulfes e danças”. A expressão hebraica do Salmo 150:4 é exatamente a mesma encontrada em referência à dança de Miriam em Êxodo 15:20, em sua forma verbal (“tocaram adulfes e dançaram”). Algo muito importante que muitos deixam de esclarecer é que a dança de Miriam nada tem a ver com o moderna coreografia praticada nas igrejas. Vejamos as diferenças: 1) A dança de Miriam foi resultado de uma alegria de vitória do povo de Israel sobre os egípcios; 2) Foi acompanhada por um instrumental próprio; 3) Constituiu parte do ato de louvor a Deus pela vitória, que compunha-se de repertório, som, e dança. Daí podemos concluir: a) que Miriam não coreografou apenas gestos mudos; b) Que é errado referir-se a Miriam apenas à sua dança, pois ela tocou, cantou, e dançou; c) Que a parte mais importante do seu ato não foi a dança, e sim a letra da música que ela proferiu; d) Que o que louvou a Deus não foi o movimento do seu corpo, e sim as palavras que proferiu para engrandecer e bendizer a Deus; e) Que a dança de Miriam não foi uma parte integrante do louvor, e sim o resultado da alegria que sentiu, sendo apenas uma manifestação contingente.

Uma segunda abordagem importante é lembrar que aquele ato de Miriam foi um ato profético extraordinário e inspirado, no qual, ela como profetisa inspirada, estava profetizando Palavras de Deus que ficaram registradas no cânon das Escrituras do Antigo Testamento. Portanto ninguém pode querer dançar como Miriam dançou, porque sua dança foi um mover inspirado do Espírito de Deus no profetismo do Antigo Testamento, que tinha fins de escrituração da Palavra de Deus; Miriam não dançou porque quis, e sim porque o Espírito quis. Quando as pessoas querem imitar Miriam, estão assumindo a postura do falso profeta, pois não têm credenciais para isto.

Quanto ao Salmo 150, estaria dando ordens para louvar a Deus com danças? Absolutamente não! O salmista não está se referindo apenas à “dança”, separadamente de adulfe, pois ele está se referindo ao ato de Miriam. “Adulfes e danças” é a expressão do louvor profético da profetisa Miriam, que foi inclusa no livro dos salmos para ser lembrada continuamente no cântico de Israel, porque continha os elementos da redenção de Israel.

Grande parte do erro da coreografia deve-se à visão errada que as pessoas têm dos Salmos. A maioria acha que os salmos são mandamentos; e quando lêem o Salmo 150:4, acham que o salmista está ordenando ao povo de Deus a dança como louvor. Os salmos são poemas musicais compostos pelos israelitas da antiguidade para serem usados como hinos na adoração. Ao invés de dançarem por causa da expressão do salmo, eles apenas cantavam o salmo; não há nenhum indício de que os israelitas dançassem no templo. Na verdade, o Salmo 150:4 não foi dado para imitar Miriam, mas para cantar a vitória redentiva que ela celebrou. Portanto, o Salmo 150:4 não é para ser dançado, e sim cantado. Bater tambores e movimentar o corpo nada diz acerca das grandezas de Deus; portanto, não é à dança ao que o salmista está se referindo, e sim ao que foi dito por Miriam quando dançou.

O caso da dança de Davi em I Crônicas 15:29 tem sido usado como modelo ou mandamento para justificar coreografia. Isto consiste muito mais em ignorância do que exegese. Davi não deu ordens a ninguém para dançar, nem instituiu em seu reinado a “dança litúrgica”. Mais uma vez, somente o rei se empolgou porque estava vindo de uma vitória contra os filisteus, e apenas ele dançou. Davi dançou e se alegrou, mas depois é que adorou ao Senhor com cânticos dos Salmos de sua autoria, (I Cr 16:7-36). Isto é prova de que as danças do Antigo Testamento estão relacionadas com a história das vitórias de Israel, e nunca com a adoração. Danças no Antigo Testamento é uma expressão de alegria, e não de louvor.

A dança celebra alegria, festa; a única festa a qual somos ordenados celebrar é a ceia do Senhor no dia do Senhor, (I Co 5:7,8).

9) PORQUE ROUPAS, CORES, FORMAS, LUZES E SONS SEMPRE CARACTERIZAM O VELHO CULTO CATÓLICO ROMANO.

O culto reluzente e colorido é o culto que não agrada a Deus. No Antigo Testamento havia muitas figuras, cores, formas e ritos, mas tudo tinha um significado tipológico. Com a vinda de Cristo, toda expressão profética do antigo culto cumpriu-se. Agora, somente os aspectos da nova aliança devem interessar à igreja de Cristo. Nada há Novo Testamento que nos dê a entender que o culto da Nova Aliança seja recheado de cores, luzes e sons. Ao contrário, a recomendação apostólica, quanto ao culto cristão, é de simplicidade e humildade. A igreja neotestamentária que mais deu trabalho ao apóstolo Paulo quanto à humildade do culto foi Corinto. Loucos por extravagâncias, os coríntios foram duramente repreendidos pelo apóstolo.

Antigamente, antes das missões protestantes alcançarem as Américas, a roupa comum dos crentes era, naturalmente, o paletó. O pregador usava paletó porque era a roupa de todos os homens presentes na igreja; não havia destaque do pregador pela roupa ou qualquer outro utensílio. Hoje as igrejas buscam destacar cada vez mais o pregador da multidão. Contrariamente aos reformadores do passado, o Catolicismo procurou enaltecer infinitamente seu clérigo, pondo sobre ele roupas, cores, e objetos, que o tornam o centro da missa. O papa católico, com seus grandiosos palácios e fortunas, com tantos aparatos, ouro, e finíssimas roupas sobre si, nunca poderia ser o representante de Cristo na terra; Cristo morreu nu, desprezado, sem riqueza, e abandonado numa cruz. Por este motivo, o verdadeiro culto cristão é aquele que melhor representa a humildade do nosso Senhor. Implementar o culto com tantas paramentas é voltar à ostentação do culto católico romano, culto abominável a Deus.

10) PORQUE IMPEDE QUE A PRÓPRIA MENSAGEM PRETENDIDA CHEGUE A MENTE, POR APRISIONAR-SE AOS OLHOS.

Deus nunca estabeleceria coreografias para o seu culto porque seria uma contradição de propósitos. Seria a coreografia para os olhos ou para mente? Até agora nunca vi nada diferente do que as tais danças proporcionam para quem as assiste, além de novidades para os olhos. Nada diz ao coração, nem à mente. Ninguém entende nada que se faz com o corpo. É mero lazer para quem pratica, e confusão para quem vê. Dessa forma, a coreografia constitui um elemento proibido pela literatura apostólica. Nela não há mensagem de louvor, palavras de gratidão ou qualquer coisa parecida. Como poderia algo tão inócuo e irracional fazer parte do culto racional dos cristãos, (Rm 12:1)?

11) PORQUE DESOBEDECE AO MANDAMENTO DA MODÉSTIA DA MULHER NO CULTO.

As dançarinas produzidas em vestes, cores e arranjos ferem a ordem apostólica dos trajes modestos que Paulo dá em I Timóteo 2: 9 para o culto cristão. O culto não é lugar para demonstrações de fantasias de danças femininas. Certamente isto constitui um pecado grave para com Deus: a profanação do seu santo culto.

12) PORQUE FAZ PERDER A SIMPLICIDADE DO CULTO A DEUS.

O culto cristão é um momento onde todos os crentes devem estar quebrantados de espírito, arrependidos de seu mal, perdoado o próximo, e na mais total dependência de Deus. O sentimento de igualdade e dependência mútua como partes de um corpo deve permear o ambiente sagrado, fazendo de todos um único organismo. Quando o culto é recheado de destaques, privilégios, participações “especiais”, apresentações e representações individuais, (cores, movimentos, sons, personalidades centralizadas no palco, concorrências, etc.) elementos chamativos da atenção da congregação para um único indivíduo ou grupo, perde-se então, a verdadeira natureza de culto a Deus; a adoração é transformada em relações psico-sociais e antropológicas. Personagens se tornam o foco das atenções, as mentes são desviadas de Cristo, e o interesse aumentado em direção aos talentos, cores, sons, gestos e aplausos.

Para a maioria das pessoas o culto não tem graça quando o único atrativo é Deus. Haverá sempre muito mais adeptos do falso culto, porque, além de tal culto não exigir pré-requisitos espirituais, ainda garante um relaxamento e lazer para os participantes.

13) PORQUE CONTRARIA OS PRINCÍPIOS DE LITURGIA DO CALVINISMO, CARACTERIZANDO OS USUÁRIOS COMO NÃO CALVINISTAS.

Calvinismo é um sistema de culto e vida. Incrivelmente, podemos encontrar coreografia em igrejas que vêm de origens calvinistas; até mesmo alguns pastores coreógrafos querem ser identificados como calvinistas. Com toda certeza esses movimentos coreográficos seriam taxados por Calvino e seus sucessores como movimentos pagãos. O culto do calvinismo clássico está muito longe das caricaturas modernas do culto protestante. Os praticantes da coreografia evangélica desconhecem o verdadeiro culto calvinista, e não partilham da tradição reformada deixada pelos gigantes do calvinismo clássico.

A ênfase dada pelos calvinistas ao culto cristão condena qualquer representação visível (CONFISSÃO DE WESTMINSTER, cap. 1, seção 1), seja de danças, de teatro, ou de qualquer outra coisa. Pastores que afirmam serem presbiterianos, ou que adotam a Confissão de Westminster como símbolo de fé, jamais deveriam estar envolvidos em práticas coreográficas no culto reformado, pois isso é negar o voto ministerial, e incorrer numa infidelidade para com a Igreja Presbiteriana do Brasil.

14) PORQUE A ORDEM É LOUVAR COM A BOCA, E NÃO COM DANÇAS.

“Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.” (Hebreus 13:15)

A palavra “sacrifício” da expressão “sacrifício de louvor”, representa a adoração a Deus no Antigo Testamento. O autor está citando a mesma idéia contida em Oséias 14:2 (“sacrifícios de nossos lábios) para afirmar a verdade comparativa com o Antigo Testamento: enquanto a adoração da Antiga Aliança era por meio de sacrifícios de animais, a adoração da Nova Aliança é por meio de um outro tipo de sacrifício,“o sacrifício que procede dos lábios”. O autor desta epístola é unânime com a doutrina apostólica, quando fundamenta toda a adoração do Novo Testamento sobre o louvor dos lábios dos crentes. Indiscutivelmente, quando alguém tem dúvida sobre a adoração do Novo Testamento, podemos dizer-lhe que aquilo que era para o antigo culto de Israel, é hoje o louvor dos lábios dos crentes. Esse é o modelo neotestamentário de adoração da Nova Aliança, não havendo nenhuma outra forma de adorar a Deus, além de nossos lábios. 

15) PORQUE NO CÉU O CORAL É DE VOZES E NÃO DE DANÇARINAS.

“Era necessário que, as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores.” (Hebreus 9: 23)

O culto terreno, instituído por Cristo e pelos apóstolos, é figura do que há no céu, e lá não há grupos de dançarinas, apenas um imenso coral de vozes dos redimidos, (Apocalipse 7 e 19). O texto de Hebreus está intimamente relacionado com o sacrifício de louvor dos lábios dos crentes. Não há nenhuma margem para cultos dançantes no céu. A adoração a Deus que acontece na terra é uma cópia da adoração celestial. Por isso João tem a visão apocalíptica de um grande coral, e não de dançarinas.

16) PORQUE DENUNCIA A IGNORÂNCIA TEOLÓGICA DOS LÍDERES QUE APOIAM ESTE PECADO NA IGREJA.

Como já vimos anteriormente, a prática da coreografia na igreja é uma prática mundana que entrou no culto dos mais desinformados. A liderança que compartilha de tais “expressões de louvor” desconhece a história do Calvinismo, ignora os símbolos de fé reformados, não tem raciocínio teologicamente preciso, e nunca aprenderam teologia reformada. Cansam-se de dizer que são reformados, quando na verdade só acreditam, com reservas, no sistema de governo e na doutrina da predestinação. Se olharmos para o presbiterianismo histórico, veremos que os antigos líderes eram homens mais conscientes da doutrina reformada, e detinham certa cultura teológica; essa é razão porque nunca encontramos coreografia na igreja quando recuamos um pouco na história. A maioria da liderança perdida com coreografia representa um pessoal que nada lê ou estuda; ignora a teologia, as letras, e o conhecimento. Assim, perecem no paganismo de sua própria ignorância.

Quando corpos se contorcem feitos serpentes na frente de uma igreja, a única coisa que representam com aquelas danças é a materialização dançante da ignorância de seu pastor.

HERMENÊUTICA BÍBLICA


O QUE É HERMENÊUTICA BÍBLICA(APOSTILA PARA ESTUDO).


 O QUE É HERMENÊUTICA BÍBLICA.
  
 Hermenêutica Bíblica
O que é Hemerneutica?
Hermenêutica: sf Interpretação do sentido das palavras, das leis, dos textos, etc. - s.f. Arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos: hermenêutica sagrada. / Teoria da interpretação de vários sinais como símbolos de uma cultura. / Arte de interpretar leis.
( fonte>http://www.guia.heu.nom.br/_derived/dicionário.htm_cmp_c-pia-de-met-lico110_bnr.gif)
O termo "hermenêutica" deriva do grego hermeneuein, "interpretar". A Hermenêutica Bíblica cuida da reta compreensão e interpretação das Escrituras. Consiste num conjunto de regras que permitem determinar o sentido literal da Palavra de Deus. Tenha uma vida afinada com o espírito Santo, pois Ele é o melhor interprete da Bíblia 0 (Jô 16:13; 14:26; I Co 2:9 e 10; I Jô 2:20 e 27);
hermenêutica evangélica é vítima de um dos elementos principais da Reforma: o direito que cada um tem de ir direto à Bíblia e dali tirar sua própria conclusão, pesquisá-la e alimentar-se espiritualmente. O que daí decorre é uma espécie de desordem hermenêutica: tantos quantos são os estudantes, tantas as atualizações bíblicas multiplicadas por cada um desses indivíduos. Não é à toa que, sendo a Bíblia o livro principal para os evangélicos, é, ao mesmo tempo, o ponto de convergência e desunião entre eles. Não que essa desunião ocorra entre pessoas de facções diferentes. Se fosse apenas isso, justificar-se-ia, de alguma forma, essas dessemelhanças, mas o fato é que elas ocorrem dentro de uma mesma comunidade.
A IMPORTÂNCIA DESTE ESTUDO
a. O próprio Pedro admitiu que há textos difíceis de entender: "os quais os indoutos e inconstantes torcem para sua própria perdição"(2 Pedro 3:15 e 16).
b. A arma principal do soldado cristão é a Escritura, e se desconhece o seu valor ou ignora o seu legítimo uso, que soldado será? (2 Timóteo 2:15).
c. As circunstâncias variadas que concorreram na produção do maravilhoso livro exigem do expositor que o seu estudo seja meticuloso, cuidadoso e sempre científico, conforme os princípios hermenêuticos.
1. A REGRA FUNDAMENTAL

A Escritura é explicada pela Escritura. A Bíblia interpreta a própria Bíblia..
2. PRIMEIRA REGRA

Enquanto for possível, é necessário tomar as palavras no seu sentido usual e ordinário..
Plenitude e adoração______________________________________________01

3. SEGUNDA REGRA

É absolutamente necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase..
Esta regra tem importância especial quando se trata de determinar se as palavras devem ser tomadas em sentido literal ou figurado. Para não incorrer em erros, convém, também, deixar-se guiar pelo pensamento do escritor, e tomar as palavras no sentido que o conjunto do versículo indica.
4. TERCEIRA REGRA

É necessário tomar as palavras no sentido que indica o contexto, isto é, os versos que precedem e seguem o texto que se estuda.
5. QUARTA REGRA

É preciso tomar em consideração o desígnio ou objetivo do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras..
6. QUINTA REGRA

É indispensável consultar as passagens paralelas explicando as coisas espirituais pelas espirituais (I Cor 2:13). (I Cor 2:13).
7. SEXTA REGRA

Um texto não pode significar aquilo que nunca poderia Ter significado para seu autor ou seus leitores.
8. SÉTIMA REGRA

Sempre quando compartilhamos de circunstâncias comparáveis (isto é, situações de vida específicas semelhantes) com o âmbito do período quando foi escrita, a Palavra de Deus para nós é a mesma que Sua Palavra para eles.
EXEGESE
É o estudo cuidadoso e sistemático da Escritura para descobrir o significado original que foi pretendido. É a tentativa de escutar a Palavra conforme os destinatários originais devem tê-la ouvido; descobrir qual era a intenção original das palavras da Bíblia.
Plenitude e adoração______________________________________________02

a. Sentido histórico: a época e a cultura do autor e dos seus leitores: fatores geográficos, topográficos e políticos, a ocasião da produção do livro. A questão mais importante do contexto histórico tem a ver com a ocasião e o propósito de cada livro.
b. Sentido literário: (significa Exato, Rigoroso ...) as palavras somente fazem sentido dentro das frases, e estas em relação às frases anteriores e posteriores. Devemos procurar descobrir a linha de pensamento do autor. O que o autor está dizendo e por que o diz exatamente aqui?
1) O sentido Figurado, esta linguagem, chamada de figurada ou representativa, pode ser entendida pelo contexto ou pela comparação de outra passagem no mesmo assunto.(ex: a arvore que não dá frutos será cortada)

2) O sentido alegórico, onde se restitui o conteúdo espiritual escondido sob a letra, onde se revela que os textos sagrados dizem uma coisa diferente da que dizem à primeira vista.(ex ,parábolas)

3) O sentido tropológico, ou moral, impõe-se a partir do momento em que a Bíblia é escolhida como livro de vida, quer dizer, escrito para a conversão do coração.

Critica Histórica
É o campo de estudo da Escrituras, que estuda a autoria de um livro, a data de sua composição, o porque foi escrito, as circunstancias históricos que cercaram sua composição literária, sua unidade e autenticidade.
Orientações básicas para o entendimento das Escrituras:
Ser salvo: „Ora, o homem natural não compreende as coisas do espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.´´ (1 Co 2:14).
Ler (estudar, conferir) diariamente: (At 17:11).
Interpretar literalmente: ( em harmonia com contexto e passagens correlatas). „‟Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da escritura é de particular interpretação´´. (2 Pe 1:20).
Saber dividir as Escrituras: ( que dispensação? Dirigido a quem? Dito por quem? Etc.(2 Tm :15).
Comparar Escritura com Escritura: (1 Co 2:13).
Aplicar (por em prática); e pregar: (At 8:35).
Plenitude e adoração______________________________________________03

Ponderando e aprofundando
Para ler a Bíblia é fundamental ter claro o objetivo: „‟ouvir o mesmo Deus que falou ontem fala hoje´´, na diversidade da vida humana, nas experiências múltiplas das pessoas, das comunidades e dos grupos.
Sugestões para a leitura da Bíblia:
a. Escolher um texto para ler, estabelecer o inicio e o fim do texto. A delimitação, inicialmente, pode basear-se na subdivisão em capítulos e versículos da Bíblia.
b. Considerar que a escolha de um texto, bem como todo o processo exegético, depende do lugar social e histórico do leitor e de suas opções de vida.
c. Ler e reler o texto. Não ter logo a preocupação de interpretar o sentido. Familiarizar-se com o texto, sinalizar o que chamou a atenção, anotar dúvidas e questionamentos. Importante: Não basta apenas ler o texto escolhido para o estudo. É fundamental ler todo o livro no qual o texto está inserido para saber o lugar que o texto em estudo ocupa no conjunto da obra.
d. Comparar duas ou três traduções. Através da discussão com outras pessoas procurar o porque das diferenças entre as várias traduções. Quem puder, pesquisar as palavras diferentes no texto hebraico ou grego, conforme for o caso. ]
e. Respeitar o que o texto diz, sem forçá-lo a dizer o que queremos ouvir.
f. Ter o cuidado para não passar imediatamente do texto bíblico para as situações concretas de hoje, correndo o risco de tirar conclusões precipitadas.
g. Procurar obter informações complementares sobre a geografia, as rotas comerciais, a economia, a agricultura, a história, a vida, a língua e os costumes do povo da Bíblia. Em geral, as Bíblias trazem notas introdutórias sobre cada livro. As informações contidas nessas notas podem nos ajudar a situar o texto no tempo e no espaço.
h. Tomar consciência de que o texto nasce da diversidade, da fragilidade da experiência de pessoas de carne e osso, em suas relações concretas marcadas pelas diferenças de grupo social, raça, sexo, crença.
i. Ter presente que a memória bíblica nem sempre guarda a marca concreta das pessoas com seu corpo, seu nome, sua voz, sua atuação. Isso exige ler o texto e ir além dele. Uma atenção especial deve ser dada às omissões e aos silêncios.
j. Ler a Bíblia a partir da realidade dos pobres e da luta pela vida. Deixar-se questionar pelas situações desumanas que ameaçam a natureza, atingindo especialmente o ser humano que se encontra ameaçando em seu direito mais elementar: o direito de viver. Ver quais as perguntas que o texto escolhido faz para sua realidade e as perguntas que a sua realidade faz para o texto.
k. Lembrar-se que a Bíblia é o livro da comunidade. Por isso, é importante fazer leitura e estudo em conjunto, respeitando e acreditando na sua comunidade, no seu grupo de estudo. Um método é apenas uma ferramenta para facilitar a leitura da Bíblia. Seguir os passos propostos ajuda a pessoa à não se perder no caminho. No entanto, com o tempo, através do estudo e da convivência com o povo, cada um vai encontrando o seu próprio jeito de estudar e saborear um texto bíblico.

Plenitude e adoração______________________________________________04

MÉTODOS DA HERMENÊUTICA
1. Método Analítico.

É o método utilizado nos estudos pormenorizados com anotação de detalhes, por insignificantes que pareçam com a finalidade de descrevê-los e estudá-los em todas as suas formas. Os passos básicos deste método são:
a. Observação: É o passo que nos leva a extrair do texto o que realmente descreve os fatos, levando também em conta a importância das declarações e o contexto.
b. Interpretação: É o passo que nos leva a buscar a explicação e o significado (tanto para o autor quanto para o leitor) para entender a mensagem central do texto lido. A interpretação deverá ser conduzida dentro do contexto textual e histórico com oração e dependência total do espírito Santo, analisando o significado das palavras e frases chaves , avaliando os fatos, investigando os pontos e fazer a contextualização (trazer a mensagem a nossa época ou ao nosso contexto).
c. Correlação; É o passo que nos leva a comparar narrativas ou mensagem de um fato escrito por vários autores, em épocas distintas em que cada um narra o fato, em ângulos não coincidentes como por exemplo à mesma narrativa descrita em Mc 10:46 e Lc 18:35, onde o primeiro descreve „‟saindo de Jericó´´ e o segundo „‟chegando em Jericó´´ .
d. Aplicação: É o passo que nos leva a buscar mudanças de atitudes e de ações em função da verdade descoberta. É a resposta através da ação prática daquilo que se aprendeu. Um exemplo de aplicação é o de pedir perdão e reconciliar-se com alguém ou mesmo o de adoração a Deus.

2. Método Sintético.

É o método utilizado nos estudos que abordam cada livro como uma unidade inteira e procura o seu sentido como um todo, de forma global. Neste caso determina-se a ênfase principal do livro ou seja, as palavras repetidas em todo o livro, mesmo em sinônimo e com isto a palavra-chave desenvolve o tema do livro estudado. Outra maneira de determinar a ênfase ou característica de um livro é observar o espaço dedicado a certo assunto. Como por exemplo, o capítulo 11 da Epístola aos Hebreus enfatiza a fé e em todos os demais capítulos ela enfatiza a palavra SUPERIOR. ( De acordo com a versão Almeida Revista e Atualizada – ARA).
Método Biográfico de estudo da Bíblia
Esta espécie de estudo bíblico é muito atraente, pois você tem a oportunidade de sondar o caráter das pessoas que o espírito Santo colocou na Bíblia, e de aprender de suas vidas. Sobre alguns personagens bíblicos muito foi escrito. Quando você estuda pessoas como Jesus, Abraão e Moisés, pode precisar restringir o estudo a áreas como, „‟A vida de Jesus como nos é revelada no Evangelho de João´´, „‟Moisés durante o Êxodo´´, ou „‟Que diz o Novo Testamento sobre Abraão´´. Lute sempre para manter os seus estudos bíblicos em tamanho manejável.
Plenitude e adoração______________________________________________05

a. Estudo Biográfico Básico.

PASSO UM – Escolha a pessoa que você quer estudar e estabeleça os limites do estudo (por exemplo, „‟Vida de JOSÉ antes de ser governador´´). Usando uma concordância ou um índice enciclopédico, localize as referências que tem relação com a pessoa do estudo. Leia-as várias vezes e faça resumo de cada uma delas.
1) O Observações – Anote todo e qualquer pormenor que notar sobre essa pessoa. Quem era? O que fazia? Onde morava? Quando viveu? Por que fez o que faz? Como levou a efeito? Anote minúcias sobre ela e seu caráter.
2) Dificuldades – Escreva o que você não entende acerca dessa pessoa e de acontecimentos de sua vida.
3) Aplicações possíveis – Anote várias destas durante o transcurso do seu estudo, e escreva uma „‟ A ´´ na mensagem. Ao concluir o seu estudo, você voltará a estas aplicações possíveis e escolherá aquela que o espírito Santo destacar.

PASSO DOIS – Com divisão em parágrafos, escreva um breve esboço da vida da pessoa. Inclua os acontecimentos e características importantes, declarando os fatos, sem interpretação. Quando possível, mantenha o material em ordem cronológica.
b. Estudo Biográfico Avançado.

Os seguintes passos podem ser acrescentados quando você achar que o ajudarão em seus estudos biográficos. São facultativos e só devem ser incluídos progressivamente, à medida que você ganhe confiança e prática. Traz o fundo histórico da pessoa. Use um dicionário bíblico para ampliar este passo somente quando necessário. As seguintes perguntas haverão de estimular o seu pensamento.
1) – Quando viveu a pessoa? Quais eram as condições políticas, sociais, religiosas e econômicas da sua época?

2) – Onde a pessoa nasceu? Quem foram seus pais? Houve alguma coisa de incomum em torno do seu nascimento e da sua infância?

3) Qual a sua vocação? Era mestre, agricultor, ou tinha alguma outra ocupação? Isto influenciou o seu ministério posterior? Como?

4) Quem foi seu cônjuge/ Tiveram filhos/ Como eram eles? Ajudaram ou estorvaram a sua vida e o seu ministério?

5) Faça um gráfico das viagens da pessoa. Aonde ela foi? Por que? Que fez?

6) Como a pessoa morreu? Houve alguma coisa extraordinária em sua vida?

Plenitude e adoração______________________________________________06

Método de Estudo Indutivo
Examinemos este método sob três ângulos:
1. O método indutivo se baseia na convicção de que o Espírito Santo ilumina a quem examina as Escrituras com sinceridade, e que a maior parte da Bíblia não é

tão complicada que quem saiba ler não possa entendê-la. Os Judeus da Bereia foram elogiados por examinarem cada dia as escrituras „‟se estas coisas eram assim´´. (At 17:10,11)
2. É obvio, que obras literárias tem „‟partes´´ que se formam no „‟todo´´.Existe uma ordem crescente de partes, de unidades simples e complexas, até se formarem na obra completa.

3. A unidade literária menor, que o Estudo Bíblico Indutivo (EBI) emprega, é a palavra. Organizam-se palavras em frases, frases em períodos, períodos em parágrafos, parágrafos em seções, seções em divisões, e por fim, a obra completa.

Regras Fundamentais de Interpretação
1) Primeira regra – É preciso, o quanto possível, tomar as palavras em seu sentido usual e comum.

Porém, tenha-se sempre presente a verdade de que o sentido usual e comum não equivale sempre ao sentido literal.
Exemplo: Gn 6:12 = A palavra CARNE ( no sentido usual e comum significa pessoa)
A palavra CARNE (no sentido literal significa tecido muscular)
2) Segunda Regra – É de todo necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase.

Exemplos:
a) FÉ em Gl 1:23 = significa crença, ou seja, doutrina do Evangelho.

FÉ em Rm 14:23 – significa convicção.
b) GRAÇA em Ef 2:8 = significa misericórdia, bondade de Deus

GRAÇA em At 14:3 = significa pregação do Evangelho.
c) CARNE em Ef 2:3 = significa desejos sensuais.

CARNE em I Tm 3:16 = significa forma humana.
CARNE em Gn 6:12 = significa pessoas.
d) MUNDO em Jô 3:16 = significa pessoas.

MUNDO em Sl 24:1 = significa mundo físico.
MUNDO em I Jô 2:15 = significa sistema dominado por Satanás.
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3) Terceira Regra - É necessário tomar as palavras no sentido indicado no contexto, a saber, os versículos que estão antes e os que estão depois do texto que se está estudando.

4) Quarta Regra – É preciso levar em consideração o objetivo ou desígnio do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras. O objetivo ou desígnio de um livro ou passagem se adquire, sobretudo, lendo-o e estudando-o com atenção e repetidas vezes, tendo em conta em que ocasião e a quais pessoas originalmente foi escrito. Alguns livros da Bíblia já trazem estas informações. Ex.: Pv 1:1-4.

5) Quinta Regra – É necessário consultar as passagens paralelas, “ explicando cousas espirituais pelas espirituais” ( I Co 2:13 ). Passagens paralelas são as que fazem referência uma à outra, que tem entre si alguma relação, ou tratam de um modo ou outro de um mesmo assunto.

Existe paralelo de palavras, paralelos de idéias e paralelos de ensinos gerais.
a) Paralelos de palavras – Quando lemos um texto e encontramos nele uma palavra duvidosa, recorremos a outro texto que contenha palavra idêntica e assim, entendemos os seus significados. Ex.: ( Gl 6:17 ) parl.” ( I Co 4:10 ).

b) Paralelos de idéias – Para conseguir idéia completa e exata do que ensina determinado texto, talvez obscuro ou discutível, consulta-se não somente as palavras paralelas, mas os ensinos, as narrativas e fatos contidos em textos ou passagens que se relacionem com o dito texto obscuro ou discutível. Ex: ´´ ´. ( Mt 16:16 ) Quem é esta pedra? Se pegarmos em I Pd 2:4, a idéia paralela: a pedra é Cristo.

Outro exemplo: Em Gl 6:15, Que significa esta expressão figurada? Consultando o paralelo de II Co 5:17, verificamos que a nova criatura é a pessoa que ´´ está em Cristo
FIGURAS DE RETÓRICA CONTIDAS NA BÍBLIA
Os textos Sagrados contém inúmeras figuras, a seguir algumas:
1. Metáfora. a- Metáfora: é o emprego de palavra fora do seu sentido normal, por efeito de analogia (comparação).

b-As metáforas comunicam indiretamente. As metáforas e contos são ferramentas importantes na educação. A humanidade, em sua fase oral, utilizava os contos, as parábolas, as metáforas, para ensinar às gerações mais jovens,
Ex: A Amazônia é o pulmão do mundo.´´ Eu Sou a Videira Verdadeira´´, Jesus se caracterizou com o que ´ próprio e essencial da videira ( pé de uva ); e ao dizer aos discípulos: ´´ Vós sois as varas ´´, caracterizou-os com o que é próprio das varas.
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Outros exemplos: ´´Eu Sou o Caminho´´, ´´Eu Sou o Pão Vivo´´, ´´Judá é Leãozinho´´, ´´ Tu és minha Rocha´´, etc.
Como se cria uma metáfora para mudança pessoal
José Carlos Mazilli in "Manual de Programação Neurolingüística", (São Paulo: Edição do Autor, 1996) descreve da seguinte maneira a criação de uma metáfora:
1. O primeiro passo para se criar uma metáfora é saber o estado atual e oestado desejado do ouvinte. A metáfora será a história ou a jornada de um ponto para o outro.
2. Decodifique os elementos de ambos os estados: pessoas, lugares, objetos, atividades, tempo, sem perder de vista os sistemas representacionais e submodalidades de cada um desses elementos.
3. Escolha um contexto adequado para a história. De preferência um que seja interessante, e substitua os elementos do problema por outros elementos, porém mantendo a relação entre eles.
4. Crie a trama da história de maneira que ela tenha a mesma forma do estado atual e conduza-a, através da estratégia de ligação, até a solução do problema (oestado desejado) sem passar pelo hemisfério esquerdo, indo direto ao inconsciente.
2. SINÉDOQUE = o verbo significa: abranger, compreender .
é o emprego do mais pelo menos: o todo pela parte ou vice-versa. Diante de uma coisa ora nos impressiona mais o todo ora a parte e assim designamos uma, pela outra e damos extensões diferentes à mesma coisa. Ex: Completou vinte primaveras (= Vinte anos) : "A Terra inteira chorou a morte do Papa." “Então saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão” (Mt 3:5). Faz-se uso desta figura quando se toma à parte pelo todo “No suor do teu rosto comerás o teu pão” (Gn 3:20) ou o todo pela parte “És pó e ao pó tornarás” (Gn 3:19) o plural pelo singular, o gênero pela espécie, ou vice-versa.
Fonte: http://www.brazilianportugues.com/index.php?idcanal=306
3. Metonímia.
É a substituição de um nome por outro, havendo entre eles algum relacionamento de semelhança.Exemplos: Do efeito pela causa: “Duas nações há no teu ventre”. Os progenitores por suas descendências. Já o Senhor Jesus, emprega a causa pelo efeito:
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´´Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos´´, em lugar de dizer que têm os escritos de Moisés e dos profetas.
(Lc 16:29) Jesus emprega o símbolo pela realidade que o mesmo indica: ´´Se eu não te lavar, não tem parte comigo.´´ Lavar é o símbolo da regeneração.
O autor pela obra
Gosto de ler Jorge Amado.
Estou escutando Matos Nascimento.
- Causa pelo efeito ou vice-versa
Sou alérgico a cigarro. efeito = fumaça causa = cigarro
Eles ganham a vida com suor. causa = trabalho efeito = suor
O continente pelo conteúdo ou vice-versa
Bebi duas caixas de leite. continente = caixas conteúdo = leite
Passem-me a manteiga. (manteigueira) conteúdo = manteiga continente = manteigueira
O lugar pelo produto
Vamos tomar champanha. (Vinho produzido em Champanha (França))
O inventor pelo invento
Vou comprar um ford. (Ford foi o inventor do carro)
O concreto pelo abstrato ou vice-versa
Plenitude e adoração______________________________________________10

a) Este aluno tem ótima cabeça. abstrato = inteligência concreto = cabeça
A juventude brasileira é maravilhosa. abstrato = juventude concreto = pessoas jovens
Símbolo pela coisa simbolizada
a) Ele carrega a cruz. cruz = símbolo do cristianismo
b) O rei perdeu a coroa. coroa = símbolo do poder, da realeza
Aquele homem não tira os chinelos. chinelos = símbolo da preguiça
Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/mitologica_2000/lin-metonimia.htm
4. Prosopopéia.
Consiste em atribuir linguagem, sentimentos e ações de seres humanos a seres inanimados ou irracionais. Ex´´ ( I Co 15:55 ) Paulo trata a morte como se fosse uma pessoa. ( Is 55:12 ) (Sl 85:10,11).
5. Ironia.
ironia é a afirmação de algo diferente do que se deseja comunicar, geralmente o contrário, na qual o emissor deixa transparecer a contrariedade por meio do contexto do discurso, ou através da alguma diferenciação editorial, ou entoativa ou gestual. O que diferencia a ironia do enunciado falso simples é a sinalização da contrariedade, geralmente sutil, através do contexto, edição, entoação ou gesto ou de outro sinal. A função da ironia geralmente é crítica e impressionista.ex. (I Rs 18:27).
Fnt: http://www.radames.manosso.nom.br/retorica/ironia.htm
6. Hipérbole.
Chama-se hipérbole o arranjo lingüístico que visa à expressão exagerada da natureza das coisas. O recurso, naturalmente usado pelos poetas, constitui uma figura de linguagem. A presença da hipérbole no texto é, portanto, uma marca de subjetividade.
Fnt: http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras/ult2675u22.shtml
Plenitude e adoração______________________________________________11

Ex: "Até bebê de colo sabe que juro alto é inimigo da atividade econômica..." ´´ ´ (Nm 13:33),(Jô 21:25). (Sl 119:136).
7. Alegoria.
É uma figura retórica que geralmente consta de várias metáforas unidas, representando cada uma delas realidades correspondentes.
Ex.: ´´Eu Sou o Pão Vivo que desceu do céu, se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo, é a minha carne... Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem vida eterna´´, etc. Esta alegoriatem sua interpretação nesta mesma passagem das Escrituras. (Jô 6:51-65). Outro exemplo é quando Paulo, para falar dos dois concertos usa a aplicação alegórica de Sara e Agar.
8. Fábula.
O que é e de onde vem a fábula?
FÁBULA = Pequena narrativa em que se aproveita a ficção alegórica para sugerir uma verdade ou reflexão de ordem moral, com intervenção de pessoa, animais e até entidades inanimadas. (Moderno Dicionário de L. Portuguesa – Michaelis)
Características das Fábulas : A fábula trata de certas atitudes humanas, como a disputa entre fortes e fracos, a esperteza, a ganância, a gratidão, o ser bondoso, o não ser tolo
Muitas vezes, no finalzinho das fábulas aparece uma frase destacada chamada deMORAL DA HISTÓRIA, com provérbio ou não; outras vezes essa moral está implícita.
. Ex.: ´´O cardo que está no Líbano, mandou dizer ao cedro que lá está: Dá tua filha por mulher a meu filho; mas os animais do campo, que estavam no Líbano, passaram e pesaram o cardo.´´ (II Rs 14:9). Com esta fábula Jeoás, rei de Israel, responde a proposta de guerra feita por Amazias, rei de Judá.
9. Enigma.
É a enunciação de uma idéia em linguagem difícil de entender. Não é do domínio geral das Escrituras. A penas temos enigma propriamente dito no caso de Sanção com os filisteus. “Do comedor saiu comida e do forte saiu doçura.” (Jz 14:14)
10. Tipo.
É a representação de pessoas ou transação futura na esfera espiritual ou religiosa por meio de transações, pessoas ou coisas do mundo material que tenham com elas certas correlações de analogias ou mesmo de contraste. Ex.: Jonas no ventre do grande peixe, foi usado como tipo por Jesus para representar a sua morte e ressurreição. (Mt 12:40). O primeiro Adão é um tipo para Cristo o último Adão. (I Co 15:45).
Plenitude e adoração______________________________________________12

12. parábola.
È uma narração alegórica que contém alguns preceito moral. É um conto,uma história que através de um palavreado simbólico , serve para projetar uma verdade, seja ela de ordem moral seja espiritual, Jesus usou muito desse recurso em sua doutrinação: Nm-23.18;Jz9.8;IISm12.1-10;Mt 13.3-9;13.24;(Lc 15), etc
Devemos fazer uma pequena distinção entre fábula e parábola
Podemos dizer que parábola é uma comparação,de coisas materiais c/ as espirituais
Fnt: Dicionário bíblico-David Conrado Sabbag
PRINCÍPIO HISTÓRICOS DE INTERPRETAÇÃO.
A Bíblia é acima de tudo um livro histórico como fatos. Ela registra a história de Deus, da criação, do homem, da queda e do propósito redentor de Deus. No Antigo Testamento sobressai a história de Israel, como povo escolhido e vocacionado por
Deus, para uma missão especial no mundo. Já no Novo Testamento registra a história de Cristo, seu ministério, morte e ressurreição e glorificação. Registra também a história da marcha triunfante da igreja, deste o seu nascimento, até o seu avanço por todas as partes conhecidas da época. Portanto, vejamos agora as cinco regras principais para a interpretação histórica das escrituras:
5. descobrir quem é que fala.
Outra questão a considerar é: Quem é que fala? A consideração desta questão é importante devido ao fato de que os autores bíblicos freqüentemente apresenta, outros como as pessoas que falam. Por isso, é de grande valor que o estudante da Bíblia distinga claramente entre as palavras do autor e as palavras de outras pessoas que estão registradas. Por exemplo é muito difícil determinar se as palavras encontradas em João 3:16-21 foram ditadas pelo próprio Jesus a Nicodemos, ou se foram uma explicação dada pelo apóstolo João, autor do citado evangelho. Já nos profetas, as mudanças rápidas do humano para o divino são, em geral, facialmente conhecidas, pela mudança da terceira pessoa para a primeira pessoa gramatical.
É impossível entender um autor e interpretar corretamente suas palavras sem que ele seja visto à luz de suas circunstâncias históricas.
Particularmente quanto aos escritores bíblicos, eles estiveram sujeitos a circunstâncias geográficas, políticas, e religiosas; fatos que influíram sensivelmente nos seus escritores.
1. Circunstâncias geográficas.

Algum conhecimento de geografia bíblica ajudará o estudante localizar montanhas e vales, lagos e rios, cidades e vilas, estradas e planícies. Por exemplo: Moisés escreveu os seus livros na peregrinação no deserto, Josué escreveu o seu livro em pleno campo de batalha, Daniel quando estava cativo ba Babilônia. Já o apostolo Paulo, escreveu grande número de suas cartas em cadeias e fora de sua prática.
Plenitude e adoração______________________________________________13

2-Circunstâncias políticas.
As circunstâncias políticas de um povo também deixam profunda impressão sobre a sua literatura. A Bíblia contém ampla evidencia disto, o que obriga o interprete das Escrituras a ter algum conhecimento da organização política das nações no textobíblico. Qual o leitor da Bíblia, que ignorando as circunstâncias políticas sob as quais se achava o apostolo Paulo, pode compreender I Co 12:3? “Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo”. Hoje é fácil para alguém confessar que Jesus é o Senhor. Porém, nos dias de Paulo era diferente. A situação política e as leis do império romano diziam que só César era Senhor, como titulo divino, atribuído a ele. Por isso qualquer pessoa que atrevesse proclamar “senhor” a outra pessoa que não César, seria morta. Por isso, tendo em vista essa circunstância política particular, documenta o apostolo Paulo que ninguém poder dizer que Jesus é o Senhor a menos que tenha coragem da parte do Espírito Santo para fazê-lo.
As várias circunstâncias Religiosas:
É de se esperar que o leitor da Bíblia se lembre que a vida espiritual de Israel sempre esteve em altos e baixos, desde o período dos juizes até a sua total distensão no primeiro século da nossa era. Como por exemplo esconder o zelo de Elias em meio à extrema idolatria da casa de Israel, e, abafar os gemidos e lágrimas de Jeremias em face da obstinada rebeldia dos moradores de Jerusalém dos seus dias?
Lembre-se:Os fatos ou acontecimentos históricos se tornam símbolos de verdades espirituais, somente se as Escrituras assim os designarem.
Um exemplo do uso dessa regra está em I Co 10:1-4 onde registra um dos melhores exemplos do uso feito pela Bíblia de um acontecimento histórico como símbolo de uma verdade espiritual. Declara o apostolo Paulo na passagem em apresso: “Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, e todos comeram de uma mesma comida espiritual, e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo”.
Note que o texto bíblico aplica cada símbolo ao fato e pessoa simbolizados:
1-A passagem dos israelitas pelo mar, fala do batismo figurado.
2-A pedra da qual Israel bebeu era Cristo.
Fazer o texto dizer mais que Paulo realmente queria que ele dissesse só contribui para prejuízo. Por exemplo, dizer que o Mar Vermelho simboliza o sangue de Jesus, que oferece caminho para entrar na Canaã celestial, é fazer interpretação imprópria da passagem supracitada.
Princípios Básicos de interpretação: Aqui se encontram dez princípios que devem ser seguidos na interpretação bíblica:
1° - denomina-se princípio da unidade escriturística. Sob a inspiração divina a Bíblia
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ensina apenas uma teologia. Não pode haver diferença doutrinária entre um livro e outro da Bíblia.
2° - Deixe a Bíblia interpretar a própria Bíblia. Este princípio vem da Reforma Protestante. O sentido mais claro e mais fácil de uma passagem explica outra com sentido mais difícil e mais obscuro. Este princípio é uma ilação do anterior.
3° - Jamais esquecer a Regra Áurea da Interpretação, chamada por Orígenes de Analogia da Fé. O texto deve ser interpretado através do conjunto das Escrituras e nunca através de textos isolados.
4° - Sempre ter em vista o contexto. Ler o que está antes e o que vem depois para concluir aquilo que o autor tinha em mente.
5° - Primeiro procura-se o sentido literal, a menos que as evidências demonstrem que este é figurado.
6° - Ler o texto em todas as traduções possíveis - antigas e modernas. Muitas vezes uma destas traduções nos traz luz sobre o que o autor queria dizer.
7° - Apenas um sentido deve ser procurado em cada texto.
8° - O trabalho de interpretação é científico, por isso deve ser feito com isenção de ânimo e desprendido de qualquer preconceito. (o que poderíamos chamar de "achismos").
9° - Fazer algumas perguntas relacionadas com a passagem para chegar a conclusões circunstanciais. Por exemplo:
a) - Quem escreveu? b) - Qual o tempo e o lugar em que escreveu? c) - Por que escreveu? d) - A quem se dirigia o escritor? e) - O que o autor queria dizer?
10° - Feita a exegese, se o resultado obtido contrariar os princípios fundamentais da Bíblia, ele deve ser colocado de lado e o trabalho exegético recomeçado novamente.
Lembre-se:
Você precisa compreender gramaticalmente a Bíblia antes de compreendê-la teologicamente.
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NOÇÕES DE HEBRAISMO.
Por hebraísmo entendemos certas expressões e maneiras peculiares do idioma hebreu que ocorreu em nossas traduções da Bíblia, que originalmente foi escrita em hebraico e em grego. Exemplo:
a-A palavra “filho” usa-se, às vezes, como em quase todos os idiomas, para designar um descendente mais ou menos remoto. Assim é que os sacerdotes, por exemplo, se chamavam filhos de Levi, Mefibosete se chama filho de Saul, embora, em realidade fosse seu neto; do mesmo modo Zacarias se chama filho de Ido, sendo seu pai Berequias, filho de Ido. E assim como „filho” se usa para designar um descendente qualquer, do mesmo modo da palavra “pai” se usa às vezes para designar um ascendente qualquer. Às vezes “irmão” se usa também quando somente se trata de um parentesco mais ou menos próximo; assim, por exemplo, chama-se Ló irmão de Abraão, embora em realidade fosse seu sobrinho. (Gn 14: 12-16).
Sempre lembre as 10 regras básicas abaixo:
1-Algumas profecias foram condicionais (Ex: 1 Cr 7:14);
2-Profetas falam do futuro como se fosse presente ou passado;
3-“Lei dos Picos”: um trecho pode dar a visão de 2 picos e esconder 1 vale entre eles (Ex: Is 61:1-2; Jl 2:228-32);
4-Lei do Duplo Cumprimento: profecias podem ser cumpridas duplamente, a 1ª vez num sentido “menor” e incompleto (Ex: a destruição de Jerusalém no ano 70) e a 2ª vez num sentido “maior” e completo (Ex: a Grande Tribulação);
5-Lei da 1ª Referência: o sentido símbolo, na Bíblia, é constantemente o da sua 1ª ocorrência (Ex: fermento é sempre mal, pecado, hipocrisia, e isto explicam a parábola do fermento, em Mt 13);
1-Lei da Recapitulação: passagens sucessivas podem ser recapitulações, repetições de um mesmo fato sob diferentes ênfases e pontos de vista (Ex: os 4 evangelhos; os relatos da criação Gn 1:2-31 e 2:4-25; os 7 selos + 7 trombetas + 7 taças de Apocalipse., etc.);
1-Nunca alicerce uma doutrina apenas sobre símbolos, tipos, parábolas, etc. E não procure explicar todos os seus detalhes, mas só os principais. E use-os não para inventar, mas sim para ilustrar doutrinas, já bem estabelecidas em trechos claros, literais, explícitos.
1-Sempre use os textos explícitos claros, para explicar os implícitos escuros.
2-Tudo o que foi cumprido até hoje o foi literalmente. Por que supor que não mais o será?
3-Siga estas regras e siga o principio, sem se curvar demais aos comentários teológicos dos que se julgam sábios aos seus próprios olhos manto do passado e, ainda mais, de hoje.
Eis algumas perguntas que se deve ter em mente ao ler cada parágrafo da bíblia:
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a- Quem está falando estas palavras neste verso? É Deus Pai/ Filho/ Espírito Santo? É um profeta de Deus profetizando em nome de Deus? É um anjo de Deus? É um crente, sincero mas não inspirado? É um descrente? É um demônio?
b- Para quem as palavras deste parágrafo foram ditas? Para judeus na Dispensação da Lei? Para crentes da dispensação da Igreja? Para a Tribulação? Para o Milênio?
c- No capitulo de hoje, qual versículo mais tocou meu coração, minha vida? Sublinhe-o.
d-.Qual é a idéia principal do capitulo?
e- O que o capitulo ensina a respeito de Cristo/ (Ele sempre será o centro de tudo.)
f- Há um exemplo que devo seguir?
g- Há um erro que devo evitar?
h- Há alguma tarefa que devo realizar?
i- Há alguma promessa da qual me devo apropriar (isto é, crer)?
j- Há algum pecado que devo confessar?
C. Sempre Tenha um Plano de Estudo Definido.
A. Estude uma palavra, o mais profundamente que puder. Usando uma concordância, procure uma palavra e veja as várias maneiras como é usada na Bíblia. Por exemplo: a palavra coração dá um estudo muito interessante. Podemos
notar dez tipos de corações. Leia estes versículos e diga os tipos de corações que achar:
Referência Texto Tipo de coração:
Mt 5:8 limpo. Tg 4:8 Purificado. Mc10:5 duro. Lc 24:25 E tardo
Sl 57:7 (para servir e louvar)Jr 17:9 EnganosoJr 20:9 Ardente
Ez 18:31 Novo
Preparando uma mensagem:
* Descubra a idéia principal do capitulo, Dê ao capitulo um título, usando suas próprias palavras. Nunca leia e estude aleatoriamente (“onde a minha mão abrir”), ou só assuntos sensacionais, ou só “devocionais”
Faça um esboço do capítulo, da maneira que achar que ele se desenvolve em torno da idéia principal.
Descubra e sublinhe o versículo-chave do capitulo.
* Faça uma lista do que o capitulo ensina sobre Cristo.
* Faça uma lista das maneiras em que o capitulo se aplica à sua vida.
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CONCLUSÃO
Ao longo dos séculos, a Bíblia tem sofrido mais na boca dos seus expositores do que nas mãos dos seus opositores, devido ao uso de métodos equivocados no seu estudo e interpretação. As palavras da Bíblia, interpretadas no sentido original, são palavras de Deus. Porém, interpretadas conforme a nossa vontade, podem tornar-se perigosas. Portanto, quando você estudar a Bíblia, deixe-a falar por si mesma. Não lhe acrescente nem lhe subtraia nada. Que o Senhor Deus te use grandemente amém
BIBLIOGRAFIA
Fonte: http://www.brazilianportugues.com/index.php?idcanal=306
Fnt: Dicionário bíblico-David Conrado Sabbag
Fnt: http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras/ult2675u22.shtml
Fnt: http://www.radames.manosso.nom.br/retorica/ironia.htm
Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/mitologica_2000/lin-metonimia.htm
( fonte>http://www.guia.heu.nom.br/_derived/dicionário.htm_cmp_c-pia-de-met-lico110_bnr.gif)


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